| Sumario: | Introdução: A pandemia do coronavírus assume uma configuração de risco ainda mais grave entre as pessoas idosas com comorbidades. Esse grupo etário representa 45% das internações, destas 53% são em unidades de terapia intensiva e resultam em 80% das mortes. O fenótipo L é consistente com hipoxemia grave, baixa capacidade de recrutamento, alta complacência e baixo peso pulmonar. No fenótipo H a elastância, capacidade de recrutamento e o peso pulmonar estão elevados. Objetivo: Avaliar os fenótipos da COVID-19 em idosos assistidos em Unidade de Terapia Intensiva Metodologia: Estudo transversal, censitário, a partir de dados secundários registrados nos prontuários da UTI COVID do Hospital Esperança Olinda/PE. Critérios de inclusão: indivíduos com idade equivalente ou superior a 60 anos, de ambos os sexos, com resultado positivo para COVID-19, assistidos com ventilação mecânica invasiva, no período de março à agosto de 2020. Resultados: Foram admitidos 101 idosos (79±18 anos), (47,5%) resultaram negativo, 49 (48,5%) testaram positivo e necessitaram de assistência ventilatória mecânica invasiva, desses, 36 evoluíram a óbito, 23 (46,9%) apresentaram fenótipo H. Conclusão: O entendimento da estrutura fenotípica da COVID-19 na patogênese é importante para a produção de medicamentos, vacinas, priorização da ampliação de recursos e a previsão do prognóstico.
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