Composição bromatológica de forragem de espécies arbóreas da Caatinga Paraibana em diferentes altitudes.

A caatinga, bioma só encontrado no Brasil, é uma formação composta de vegetação xerófila de porte arbóreo, arbustivo e herbáceo com elevada diversidade de espécies. O objetivo do presente trabalho foi avaliar o efeito da altitude na composição bromatológica de forragem das espécies da catinga Cappar...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: DAMASCENO, Mário Medeiros.
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2007
País:Brasil
Institución:Universidade Católica de Brasília (UCB)
Repositorio:Repositório Institucional da UCB
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:localhost:riufcg/8509
Acceso en línea:http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/8509
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Espécies da Caatinga - Vegetação
Altitude e composição bromatológica de forragem
Planalto da Borborema – PB
Bioma caatinga
Semiárido Paraibano - forragem
Componente arbóreo/arbustivo
Forragem da caatinga
Caatinga forage
Caatinga species - Vegetation
Height and bromatological composition of forage
Caatinga Biome
Tree / Shrub Component
Zootecnia
Ciência Animal
Descripción
Sumario:A caatinga, bioma só encontrado no Brasil, é uma formação composta de vegetação xerófila de porte arbóreo, arbustivo e herbáceo com elevada diversidade de espécies. O objetivo do presente trabalho foi avaliar o efeito da altitude na composição bromatológica de forragem das espécies da catinga Capparis flexuosa L. (feijão bravo), Cnidoscolus phyllacanthus (Muel. Arg.) Pax et. K. Hoffm. (favela), Caesalpinia pyramidalis Tul. (catingueira), Mimosa tenuiflora (Willd) Poiret (jurema preta) e Bauhinia cheilantha Bong. (mororó), coletadas no Planalto da Borborema e Depressão Sertaneja Setentrional, as quais foram escolhidas após consulta a produtores rurais e agropecuaristas da região. O experimento, no delineamento em blocos ao acaso (DBC) num esquema fatorial 2x5 (dois níveis de altitude x cinco espécies) com cinco repetições, foi conduzido nas Fazendas Tapuio e Serra do Talhado, no município de Santa Luzia, Paraíba. O parâmetro avaliado foi a composição bromatológica de cada espécie, obtida pela coleta de 500g de material vegetal de material de cada planta em cada momento, para determinação da percentagem de MS, PB, FDN e EB. A primeira coleta de forragem foi efetuada com as plantas na fase de vegetação plena (FVP), e a segunda na fase de dormência (FD). Houve efeito significativo entre espécies (P<1%) para os teores de MS, PB, e FDN na FVP, e para PB e FDN na FD, no Planalto da Borborema. A altitude afetou significativamente (P<1%) todas as características bromatológicas na FD. Os teores de PB e EB foram superiores para todas as espécies na FVP, e os teores de MS foram superiores na FVP para as espécies feijão-bravo, jurema preta e mororó. Os teores de FDN na FD superaram aqueles encontrados na FVP. Conclui-se que: 1. os teores de proteína bruta obtidos em todas as espécies superaram o valor mínimo exigido pelos ruminantes; 2. o material coletado na fase de dormência apresentou maior teor de fibra que na fase de vegetação plena; 3. os atributos bromatológicos obtidos sugerem a inclusão destas espécies na formulação de manutenção da dieta de ruminantes; 4. a coleta de forragem pode se dá em mais de uma época do ano, observando-se sempre a regularidade pluviométrica e a sazonalidade das espécies e 5. a altitude exerceu influência no teor de proteína bruta nas espécies, na fase de dormência.