O ato político por trás da drag queen: desmontando o essencialismo dos gêneros
O gênero é uma construção social, entretanto, ainda hoje ele é compreendido através de uma visão essencializadora e naturalizadora que se baseia em um aparato de saberes biológicos para reiterar a existência de um alinhamento entre gênero, sexo, prática sexual e desejo. Se enquadrar nesse alinhament...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2017 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-04102017-173641 |
| Acceso en línea: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47134/tde-04102017-173641/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Drag Queen Gender Gênero Identidade Identity Performatividade Performativity Sexualidade Sexuality |
| Sumario: | O gênero é uma construção social, entretanto, ainda hoje ele é compreendido através de uma visão essencializadora e naturalizadora que se baseia em um aparato de saberes biológicos para reiterar a existência de um alinhamento entre gênero, sexo, prática sexual e desejo. Se enquadrar nesse alinhamento significa estar em consonância com as normas vigentes na nossa sociedade, e todos(as) aqueles(as) que fogem ou provocam nele deslocamentos são tidos(as) como inferiores e indesejáveis, não sendo reconhecidos como seres inteligíveis e estando, então, passíveis de exclusão. O objetivo principal desse estudo constitui em compreender a relação entre a construção parodística das personagens Drag Queens e a construção social dos papéis de gênero, dando prosseguimento à tentativa de desvendar as trajetórias e as compreensões sobre o gênero em pessoas que se encontram fora dos limites impostos pela lógica binária que valida apenas a existência do masculino e feminino, colocando-os como opostos e passíveis de categorização.2 Através do ato estético-político da construção da figura da Drag Queen acredita-se ser possível estar e cruzar a fronteira dos gêneros, tendo uma identidade ambígua ou indefinida e explicitando o caráter artificialmente imposto das identidades fixas, sendo um meio para mapear dispositivos que funcionem em prol da ruptura das ontologias e possibilitem outras formas de vivências que resistam às categorizações socialmente construídas, trazendo potência para a promoção de uma multiplicidade de possibilidades de existência |
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