Avaliação do efeito da acupuntura manual sobre convulsões induzidas por pentilenotetrazol no modelo de kindling em camundongos

Cerca de 30% dos pacientes com epilepsia continuam refratários ao tratamento medicamentoso e continuam a sofrer crises, mesmo utilizando um ou mais fármacos antiepilépticas. Intervenções não farmacológicas representam uma alternativa aos fármacos antiepilépticos, dentre as quais a acupuntura, uma té...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Frantz, Alexsandro Luís
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2016
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/151303
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/151303
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Acupuntura
Epilepsia
Estresse oxidativo
Pentilenotetrazol
Anticonvulsivantes
Acupuncture
Epilepsy
Oxidative stress
Pentylenetetrazole
Descripción
Sumario:Cerca de 30% dos pacientes com epilepsia continuam refratários ao tratamento medicamentoso e continuam a sofrer crises, mesmo utilizando um ou mais fármacos antiepilépticas. Intervenções não farmacológicas representam uma alternativa aos fármacos antiepilépticos, dentre as quais a acupuntura, uma técnica tradicional chinesa, que é freqüentemente utilizada como tratamento complementar na medicina ocidental. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da acupuntura manual sobre as convulsões no modelo de kindling induzido por pentilenotetrazol (PTZ) em camundongos, comparar o efeito da acupuntura com diazepam, avaliar a sua utilização em associação a uma dose baixa de diazepam, e avaliar parâmetros de estresse oxidativo, inflamação, genotoxicidade e mutagenicidade. No modelo de kindling, os animais dos grupos que receberam acupuntura manual, foram tratados diariamente durante 16 dias com estimulação no acuponto VG20, e a cada três dias os animais receberam o salina ou diazepam (0,15 mg / kg; i.p.) 30 min antes da administração de PTZ (60 mg / kg; s.c.). Nos grupos que não receberam acupuntura manual, os animais receberam salina, diazepam (2 mg / kg; i.p. - controle positivo), diazepam (0,15 mg / kg; i.p.), 30 min antes da administração de PTZ (60 mg / kg; s.c.). O comportamento convulsivo (porcentagem de convulsão e latência para a primeira convulsão) foi observado por 30 min. Após o último tratamento, os animais foram eutanasiados e o córtex, hipocampo, sangue periférico e medula óssea foram coletados para avaliação dos parâmetros de estresse oxidativo, inflamação, genotoxicidade e mutagenicidade. Os dados de porcentagem (%) de convulsão e latência para a primeira convulsão (LFS) foram analisados pelo Teste de Fisher e GEE respectivamente. MAC e MAC + DZP 0.15mg/Kg não impediram a ocorrência das convulsões, nem aumentaram a LFS, com exceção do terceiro dia de tratamento, no qual observou-se aumento na LFS no grupo MAC + DZP 0.15mg/Kg, comportamento que não se repetiu ao longo do protocolo. Observou-se nos grupos MAC e MAC + DZP 0.15mg/Kg uma redução na formação de espécies reativas de oxigênio e na liberação de óxido nítrico, bem como aumento na atividade de SOD e CAT, sugerindo que a acupuntura oferece proteção contra estresse oxidativo. Além disso, nos mesmos grupos verificou-se a redução na expressão da citocina pró-inflamatória (TNF-α). No grupo MAC + DZP 0.15mg/Kg observou-se uma tendência à proteção do DNA no hipocampo, uma vez que não houve diferença em comparação ao grupo Sal/Sal, contudo não foi observada mutagenicidade em nenhum dos grupos de tratamento. Para concluir, os resultados indicaram que MAC em associação ao DZP 0.15mg/Kg foi capaz de alterar parâmetros associados a convulsões mediada por PTZ no modelo de kindling em camundongos, bem como a acupuntura teve um efeito protetor contra estresse oxidativo, neuroinflamação e danos ao DNA no mesmo modelo.