Tristes subúrbios: literatura, cidade e memória na experiência de Lima Barreto (1881-1922).

Entre 1902 e 1922, o carioca Lima Barreto morou nos subúrbios. Neste período, que corresponde a toda a sua trajetória como escritor, dedicou romances, contos e diversas crônicas a questões do universo suburbano: feiras e mafuás, chalés e chácaras, “aristocracia” suburbana e trabalhadores pobres. Meu...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Rodrigues, Pedro Henrique Belchior
Tipo de documento: dissertação
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2011
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal Fluminense (UFF)
Repositório:Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)
Idioma:português
OAI Identifier:oai:app.uff.br:1/16330
Acesso em linha:https://app.uff.br/riuff/handle/1/16330
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Afonso Henriques de Lima Barreto (1881-1922)
Rio de Janeiro
Subúrbio carioca
Memória
Literatura.
Subúrbio
Rio de Janeiro (RJ)
Barreto, Lima, 1881-1922
Suburbs
Memory
Literature
Descrição
Resumo:Entre 1902 e 1922, o carioca Lima Barreto morou nos subúrbios. Neste período, que corresponde a toda a sua trajetória como escritor, dedicou romances, contos e diversas crônicas a questões do universo suburbano: feiras e mafuás, chalés e chácaras, “aristocracia” suburbana e trabalhadores pobres. Meu objetivo é compreender essa produção a partir da experiência social do escritor, cujos vestígios estão presentes em todo o universo ficcional e não-ficcional, além das anotações pessoais. De acordo com Raymond Williams, parto do princípio de que a literatura não é mero reflexo da sociedade, mas parte das relações sociais; institui e constitui a realidade. Assim, desejo compreender como o subúrbio do início do século XX, época de grandes reformas urbanas, emerge no interior de uma obra na qual estão presentes certas memórias da cidade – resgatadas e manipuladas sempre com um objetivo específico, o de combater as tais reformas e os “reformadores apressados” – e uma concepção própria da literatura, que lhe rendeu o reconhecimento de alguns intelectuais e o esquecimento de muitos outros.