Ocorrência de helmintos gastrintestinais em rebanho leiteiro da região noroeste do estado de São Paulo

O objetivo do estudo foi avaliar a ocorrência de helmintos gastrintestinais em rebanhos de bovinos leiteiros na região noroeste do Estado de São Paulo. Foram avaliadas 27 propriedades distribuídas em sete municípios, com um total de 550 animais, vacas em período de lactação e seus respectivos bezerr...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Alencar, Maria Flávia Dias de [UNESP]
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/297846
Acceso en línea:https://hdl.handle.net/11449/297846
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Bezerros
Bovinos de leite
Parasitismo
Vacas
Descripción
Sumario:O objetivo do estudo foi avaliar a ocorrência de helmintos gastrintestinais em rebanhos de bovinos leiteiros na região noroeste do Estado de São Paulo. Foram avaliadas 27 propriedades distribuídas em sete municípios, com um total de 550 animais, vacas em período de lactação e seus respectivos bezerros lactantes. Em cada propriedade foi aplicado um questionário para coleta de informações sobre manejo e sanidade, e amostras fecais foram coletadas diretamente da ampola das vacas e seus respectivos bezerros retal para contagem de ovos por grama de fezes e coprocultura com posterior identificação das larvas infectantes. A média geral de OPG das vacas foi de 67,8 e dos bezerros 455,2 OPG. As médias de OPG das vacas conforme a classificação de ECC foram 62,5 para escore 2, 74,0 para escore 3 e 20,4 para escore 4, já em relação aos bezerros as médias foram de 751,5 para escore 2, de 418,8 para escore 3 e 389,2 para escore 4. As médias de OPG das vacas de acordo com a classificação do escore fecal foram de 87,8 para o escore 1, de 60,9 para o escore 2, de 64,9 para o escore 3 e 60,0 para o escore 4, em relação aos bezerros foram de 560,0 para o escore 1, de 389,9 para o escore 2, de 252,5 para o escore 3 e 200,0 para o escore 4. As médias de OPG dos bezerros classificados conforme a faixa etária foram de 212,5 para bezerros de 0-3 meses, de 412,0 para 4-6 meses e 159,0 para bezerros com 7-9 meses. As médias de OPG das vacas classificadas conforme à produção de leite foram de 62,3 para vacas de 0-10 litros, de 80,6 para vacas de 11-20 litros e 47,9 para vacas de 21-31 litros. As médias de OPG das vacas criadas em sistema semi-intensivo foi de 70,3 e de 85,2 no sistema extensivo. As vacas mantidas em sistema de pastejo rotacionado apresentaram um OPG médio de 48,7 e 70,3 no sistema de pastejo contínuo. As raças encontradas nas propriedades avaliadas foram girolando (70%), mestiças (19%), jersey (7%), gir (3%) e holandesa (1%). As forrageiras predominantes nas propriedades eram Mombaça (39%), Tânzania (18%), U. debumbens (17%), capim elefante (4%) e silo (4%). O sistema semi-intensivo era empregado em 56% das propriedades e o sistema extensivo em 44%. Das propriedades avaliadas 74% não realizavam um manejo específico no período pré-parto das vacas e 26% adotam essa prática. Pode-se concluir que os bezerros são mais acometidos por helmintos do que suas respectivas mães, com predominância do gênero Haemonchus, enquanto em vacas o gênero mais encontrado foi Cooperia. O ECC influenciou na carga parasitária tanto das vacas quanto de bezerros. Já em relação ao escore fecal houve alteração no OPG apenas dos bezerros. Evidenciou-se que a idade influenciou na carga de helmintos dos bezerros, sendo a faixa etária mais acometida de 4 a 6 meses. Nas vacas a produção de leite não interferiu no grau de infecção helmíntica, no entanto esta foi influenciada pelo sistema de pastejo, sendo que o pastejo rotacionado proporcionou menor desafio parasitário. Os diferentes sistemas de produção não influenciaram na infecção por helmintos dos rebanhos avaliados.