[en] BRAZIL IN THE WORLD AND VICE-VERSA

[pt] O trabalho aproxima a disciplina de Relações Internacionais ao pensamento social brasileiro. O objetivo é compreender como três entre as principais obras sobre a formação do Brasil moderno empregam o conceito de Estado, e a hipótese geral é de que esse emprego entrelaça o Brasil à política mund...

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Detalhes bibliográficos
Autor: LUIZ FELDMAN
Tipo de documento: tese
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2018
País:Brasil
Recursos:Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO)
Repositório:Repositório Institucional da PUC-RIO (Projeto Maxwell)
Idioma:português
OAI Identifier:oai:MAXWELL.puc-rio.br:32983
Acesso em linha:https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=32983&idi=1
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=32983&idi=2
http://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.32983
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:[pt] RELACAO INTERNACIONAL
[pt] GILBERTO FREYRE
[pt] SERGIO BUARQUE DE HOLANDA
[pt] PENSAMENTO SOCIAL NO BRASIL
[pt] ESTADO
[en] INTERNATIONAL RELATION
[en] GILBERTO FREYRE
[en] SERGIO BUARQUE DE HOLANDA
[en] SOCIAL THOUGHT IN BRAZIL
[en] STATE
Descrição
Resumo:[pt] O trabalho aproxima a disciplina de Relações Internacionais ao pensamento social brasileiro. O objetivo é compreender como três entre as principais obras sobre a formação do Brasil moderno empregam o conceito de Estado, e a hipótese geral é de que esse emprego entrelaça o Brasil à política mundial. Casa-grande e senzala e Sobrados e mucambos, de Gilberto Freyre, e Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda, são analisados tendo-se em vista o modo como aplicam as distinções conceituais Estado-sociedade, Estado-exterior e passado-presente. Argumenta-se sobre as obras de Gilberto Freyre que a intensificação da presença do Estado no século XIX desestruturou um quadro de política mundial existente na Colônia, submetendo elementos orientais da paisagem social a um discurso civilizador e excludente, e constituindo uma nova sociedade que internaliza normas de europeização. Quanto à obra de Sérgio Buarque, argumenta-se que a coexistência de um ideal de enraizamento e de uma condição de desterro cria um entre-lugar de conflitos inconciliáveis na história do Brasil, em que a instituição de um Estado representativo é complicada pelas dificuldades que o passado recalcitrante coloca ao desenvolvimento de modernas instituições européias. Conclui-se que a aplicação das distinções conceituais nos três livros não apenas mobiliza um discurso de limites, como também aponta para alguns limiares espaciotemporias da presença do Brasil no mundo.