A psicologia analítica de Carl Gustav Jung no estudo de instituição : uma proposta teórico-metodológica
Nesta tese, faço uma proposta teórico-metodológica para o estudo de instituição segundo a Psicologia Analítica de C. G. Jung, além de demonstrar a sua aplicação, investigando um serviço de reabilitação psicossocial pelo trabalho para usuários de serviço de saúde mental. Defendo a hipótese de que a v...
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2008 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-09062008-152737 |
| Acceso en línea: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47131/tde-09062008-152737/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | hermenêutica hermeneutics holografia holography individuação (psicologia) individuation (psychology) Jung Carl Gustav 1875-1961 junguian psychology organizações organizations psicologia junguiana |
| Sumario: | Nesta tese, faço uma proposta teórico-metodológica para o estudo de instituição segundo a Psicologia Analítica de C. G. Jung, além de demonstrar a sua aplicação, investigando um serviço de reabilitação psicossocial pelo trabalho para usuários de serviço de saúde mental. Defendo a hipótese de que a visão holográfica do mundo, delimitada mediante a articulação entre os conceitos de psique e de unus mundus, permite definir instituição e um modo para estudá-la que é capaz de valorizar possibilidades de desenvolvimento para essa formação sociocultural e para o indivíduo que nela se insere. Como resultados principais da proposta estabelecida com este trabalho, destaco cinco eixos relacionados à sistematização conceitual e quatro ao aspecto metodológico: Quanto à organização conceitual, o primeiro eixo expõe a visão holográfica do mundo, o segundo deles se refere à individuação como auto-regulação psíquica contextualizada pela experiência subjetiva na instituição, o terceiro corresponde ao conceito de instituição enriquecido pelo de psique institucional, o quarto à auto-organização desse tipo de formação sociocultural e o quinto articula autoregulação psíquica com auto-organização institucional, com vistas a ressaltar a propriedade autopoiética apontada por essas definições. Quanto ao aspecto metodológico, o primeiro eixo corresponde ao princípio esse in anima que introduz a visão holográfica no campo prático do estudo institucional, o segundo define o registro perceptivo contido no símbolo dos sujeitos como meio para realizar esta modalidade de pesquisa, o terceiro se refere aos três níveis de leitura da hermenêutica sintéticoconstrutiva, por meio dos quais os símbolos dos indivíduos são abordados sob três ângulos diferentes. O primeiro nível valoriza no símbolo o âmbito da vivência que estaria associado ao complexo individual, o segundo aquele que estaria relacionado ao complexo institucional, enquanto o terceiro se dedica a refletir a respeito das bases arquetípicas da produção simbólica contingenciada pela vivência na instituição. O quarto, e último eixo metodológico, deriva dessa leitura sugestões para o funcionamento institucional. Com esses eixos, este trabalho abre para a pesquisa institucional a possibilidade de cogitar, em relação de complementaridade, e não isolada e unilateralmente, os aspectos \"natureza\" e \"cultura\", \"indivíduo\" e \"sociedade\", \"arquetípico\" e \"adquirido\", \"invisível\" e \"visível\", \"transcendente\" e \"empírico\", entre outros que, indissociavelmente se conjugam, na integralidade da vivência psicológica e do funcionamento da instituição. |
|---|