Olhares da colonização: África e africanos entre representações - Moçambique (1929)
O crescimento do campo historiográfico impulsionado por novas abordagens, olhares e concepções, possibilitou, consequentemente, a descoberta de novos objetos de estudo, novas fontes, assim como, novos métodos de interpretação e exploração das mesmas. Diante desse universo de fontes emergiu-se a foto...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade do Estado da Bahia (UNEB) |
| Repositorio: | Saber Aberto – Repositório Institucional da UNEB |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:saberaberto.uneb.br:20.500.11896/7869 |
| Acesso em linha: | https://saberaberto.uneb.br/handle/20.500.11896/7869 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | África Moçambique Colonialismo Fotografia |
| Resumo: | O crescimento do campo historiográfico impulsionado por novas abordagens, olhares e concepções, possibilitou, consequentemente, a descoberta de novos objetos de estudo, novas fontes, assim como, novos métodos de interpretação e exploração das mesmas. Diante desse universo de fontes emergiu-se a fotografia, que não se trata apenas do congelamento de uma imagem através de atributos técnicos e mecânicos. Ela traz consigo uma carga de informações de um determinado tempo e espaço, representa uma produção social. Neste sentido, a fotografia é um produto histórico que sugere realidades, situações, memórias e representações, pois, a imagem fotográfica está imersa em uma condição histórica que perpassa pela relação entre quem fotografa e quem está sendo fotografado, em que tempo, em que momento, em que circunstâncias, com que finalidade. Assim, o presente trabalho pretende discutir como Moçambique foi representada através dos registros iconográficos e textuais dos Álbuns Fotográficos e Descritivos da Colônia de Moçambique, produzidos em 1929, editado e coordenado por José Santos Rufino, tendo em vista o contexto da política da propaganda colonialista portuguesa da década de 1920, tratando de que maneira as ligações entre o discurso da propaganda colonial e o discurso fotográfico contribuiu para criar representações do território moçambicano. As fotografias e descrições que compõem os álbuns servirão de guia para compreender a política colonialista portuguesa implantada em Moçambique e seus mecanismos de dominação, que tinham como propósito construir e organizar, na linguagem colonialista, um mundo perfeito, civilizado, cristão, europeu, culto e urbano. |
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