A reprodução capitalista do espaço por meio da concessão de serviços e as implicações no lazer dos visitantes no Parque Nacional da Tijuca –RJ

Este artigo analisa as implicações da concessão de serviços de apoio à visitação do Complexo Paineiras no uso da área de lazer Floresta das Paineiras (Parque Nacional da Tijuca, Rio de Janeiro). É resultante de uma pesquisa de caráter exploratório, que tem como método a análise teórica sobre a repro...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Botelho, Eloise Silveira, Maciel, Gláucio Glei
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Repositorio:Caderno Virtual de Turismo
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.www.ivt.coppe.ufrj.br:article/1554
Acceso en línea:https://www.ivt.coppe.ufrj.br/caderno/article/view/1554
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Concessão de serviços
Visitação
Reprodução capitalista
Espaço urbano
Parque Nacional da Tijuca (RJ).
Descripción
Sumario:Este artigo analisa as implicações da concessão de serviços de apoio à visitação do Complexo Paineiras no uso da área de lazer Floresta das Paineiras (Parque Nacional da Tijuca, Rio de Janeiro). É resultante de uma pesquisa de caráter exploratório, que tem como método a análise teórica sobre a reprodução capitalista em áreas protegidas do espaço urbano e, como base para a análise empírica, os resultados de pesquisa conduzida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) com os frequentadores da Floresta das Paineiras. Aponta que a implantação do Complexo Paineiras reflete a lógica de reprodução capitalista do espaço que vigora no Rio de Janeiro, motivado, sobretudo, pelos megaeventos. Apesar do estudo do perfil dos visitantes da área de lazer indicar que existe interesse nos serviços oferecidos pela concessionária, o artigo avalia que o processo de transformação do espaço resultante da concessão tende a atribuir um valor de uso ao patrimônio natural (representado pela paisagem natural) e históricocultural (edificação histórica). O artigo defende que o processo pode significar a perda da função pública e social do Parque Nacional como espaço de lazer e de cultura, na medida em que o processo de reprodução capitalista tende a atender às necessidades de uma cidade que se globaliza.