Editar Roland Barthes

A recepção de Barthes na França se distingue por sua dimensão afetiva (os primeiros comentadores de Barthes foram seus alunos) e pela presença dos arquivos em território nacional. A edição das Obras Completas, organizada por Éric Marty, deu origem a duas publicações que refletem a imagem do autor e...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Coste, Claude, Kurz, Giovani T.
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Manuscrítica (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/235474
Acceso en línea:https://revistas.usp.br/manuscritica/article/view/235474
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Edição
Fichários
Obras completas
Roland Barthes
Archive
Edition
Oevres complètes
Édition
Fichiers
Oeuvres complètes
Descripción
Sumario:A recepção de Barthes na França se distingue por sua dimensão afetiva (os primeiros comentadores de Barthes foram seus alunos) e pela presença dos arquivos em território nacional. A edição das Obras Completas, organizada por Éric Marty, deu origem a duas publicações que refletem a imagem do autor e sua evolução: enquanto a primeira, em três volumes (1993-1995), sem aparato crítico, instaura um Barthes-monumento, a segunda, em cinco tomos precedidos de longos prefácios e mais acessível financeiramente, propõe um Barthes-instrumento. A edição dos inéditos (anotações dos seminários no Collège de France e na École Pratique des Hautes Études) corresponde a um mesmo imaginário autoral: fundamentado na distinção barthesiana entre o oral e o escrito, entre o “escrevente” e o “escritor”, o princípio editorial evolui até culminar na publicação da versão oral de A Preparação do Romance e O Neutro. O Fichier de Barthes e a correspondência apresentam-se como os dois grandes projetos em andamento. O primeiro conjunto permite adentrar o ateliê da escrita, avaliar o papel complementar do caderno e do arquivo, da palavra e da frase, da nota e da notula. O segundo conjunto, ainda pouco explorado, deixa entrever o quanto Barthes fez do diálogo um elemento fundamental da criação.