Tormenta e Resignação: Traços do Bildungsroman em contos de Luiz Vilela
O presente trabalho tem como corpus contos dos três primeiros livros de Luiz Vilela: Tremor de Terra, de 1967, No Bar, de 1968, e Tarde da Noite, de 1970. O que se pretende verificar é a configuração de um ―romance de formação‖, o Bildungsroman, observável em uma seleção de contos, quando tais conto...
| Autor: | |
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| Tipo de documento: | dissertação |
| Estado: | Versão publicada |
| Data de publicação: | 2010 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) |
| Repositório: | Repositório Institucional da UFMS |
| Idioma: | português |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufms.br:123456789/2157 |
| Acesso em linha: | https://repositorio.ufms.br/handle/123456789/2157 |
| Access Level: | Acceso aberto |
| Palavra-chave: | Romance de Formação Bildungsroman Literatura Brasileira Contemporânea Luiz Vilela Contos Meister Formação Literária Conflitos Internos Recepção Crítica Adolescência |
| Resumo: | O presente trabalho tem como corpus contos dos três primeiros livros de Luiz Vilela: Tremor de Terra, de 1967, No Bar, de 1968, e Tarde da Noite, de 1970. O que se pretende verificar é a configuração de um ―romance de formação‖, o Bildungsroman, observável em uma seleção de contos, quando tais contos são colocados em ordem cronológica da idade do herói da narrativa. Verificamos, nestes contos, conflitos internos das personagens que as levam à próxima etapa da sua vida. Primeiramente, fazemos um breve relato dessas três primeiras obras de Vilela e da formação literária do escritor; fazemos ainda comentários sobre a recepção crítica que estes três primeiros livros tiveram. Abordamos, depois, os vários aspectos do romance de formação, desde os seus primórdios, com o Meister, de Goethe. Passamos pelas análises sobre o romance de formação e a problematização do interior da personagem formuladas por Bakhtin; e verificamos os comentários sobre o romance O Tambor, de Günter Grass, que é considerado pela crítica como uma espécie de romance de formação às avessas. A partir desse referencial, mostramos de que modo pode haver relação entre o gênero conto e o gênero romance. O ―romance de formação‖ deve, sinteticamente, ser definido como um romance que abarca a trajetória da personagem desde os primeiros anos, passa pelos momentos em que se revela e aperfeiçoa, e o acompanha ao grau máximo de perfectibilidade, quando se integra, acomodado, à sociedade. Para demonstrar nossa proposição, analisamos contos de Luiz Vilela, traçando a trajetória da personagem, nas etapas da infância, da sexualidade, da adolescência, do amor jovem, da revolta e – na idade adulta – da conformação. |
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