Fidelity bias in mollusk assemblages from coastal lagoons of Southern Brazil

A costa sul da América do Sul apresenta diversos afl oramentos com concentrações conchíferas, desde pleistocênicas até recentes. Quanta informação biológica está preservada nestas concentrações? Ou, qual a probabilidade de uma associação viva deixar um registro fóssil análogo a estas? Embora diferen...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Ritter, Matias do Nascimento, Erthal, Fernando
Tipo de documento: artigo
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2013
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositório:Repositório Institucional da UFRGS
Idioma:inglês
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/288049
Acesso em linha:http://hdl.handle.net/10183/288049
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Moluscos estuarinos
Moluscos fósseis
Tafonomia
Rio Grande do Sul, Litoral norte
Death assemblages
Spatial mixing
Time-averaging
Estuaries
Lagoons
Descrição
Resumo:A costa sul da América do Sul apresenta diversos afl oramentos com concentrações conchíferas, desde pleistocênicas até recentes. Quanta informação biológica está preservada nestas concentrações? Ou, qual a probabilidade de uma associação viva deixar um registro fóssil análogo a estas? Embora diferenças ecológicas e biogeográfi cas já tenham sido apontadas entre estas escalas temporais, até o presente momento nenhum trabalho analisou diferenças sob o ponto de vista tafonômico. A possibilidade de se comparar quantitativamente associações vivas, mortas e fósseis é importante não somente em estudos tafonômicos, como também tem se tornado uma ferramenta poderosa na paleobiologia da conservação. Este trabalho compara quantitativamente associações vivas, mortas e fósseis de lagunas e estuários da Planície Costeira do Rio Grande do Sul. Os resultados reforçam trabalhos anteriores, demonstrando que a escala espacial interfere na análise. Este trabalho também constatou que a associação fóssil refl ete a associação viva. Além disso, as espécies estritamente lagunares têm maior probabilidade de deixar registro fóssil. Os resultados obtidos neste trabalho ilustram que as espécies presentes nas associações mortas não são tão bem incorporadas no registro fóssil recente. As espécies estritamente lagunares têm maior probabilidade de deixar registro fóssil. Foi aqui considerado que o padrão observado na fi delidade de moluscos estuarinos é ocasionado pela (i) alta variabilidade temporal e espacial nas associações vivas, (ii) mistura espacial na associação morta e (iii) preservação diferencial, devido à destruição por um longo tempo na zona tafonomicamente ativa.