Dialogando com Paul Ricoeur: a dimensão política da memória traumática

Com Paul Ricoeur pensamos a dimensão política da memória traumática a partir da recente ditadura brasileira. A reflexão parte da percepção de que o legado autoritário impede a consolidação da democracia e que os traumas da repressão política não foram esquecidos. Sem desconsiderar a prioridade das v...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Queiroz, Silvia Maria Brandão [UNIFESP]
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2014
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNIFESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unifesp.br:11600/39286
Acesso em linha:http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/39286
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Paul Ricoeur
Ditadura
Anistia
Democracia
Memória
Narrativa
Testemunho
Reconhecimento
Dictatorship
Amnesty
Democracy
Memory
Narrative
Testimony
Recognition
Descrição
Resumo:Com Paul Ricoeur pensamos a dimensão política da memória traumática a partir da recente ditadura brasileira. A reflexão parte da percepção de que o legado autoritário impede a consolidação da democracia e que os traumas da repressão política não foram esquecidos. Sem desconsiderar a prioridade das vítimas, refletimos a elaboração do trauma como reconhecimento e partilha de um passado comum cujo aspecto nefasto dos não ditos passa, dentre outras questões, pela legitimação da violência de Estado no contemporâneo. Refletimos então acerca dos conceitos de anistia, justiça e perdão, correlacionando-os com a vitimização promovida pelas novas democracias. No percurso destacamos o papel do testemunho e a função mediadora dos atos de justiça para um devir de paz social, pois se a memória nos remete ao passado, a promessa de justiça nos leva ao futuro.