Hiperesplenismo na esquistossomose mansônica: o baço e as células sanguíneas antes e depois de esplenectomia

Foram estudados 78 pacientes com a forma hepatoesplênica da esquistossomose mansônica, submetidos à esplenectomia e ligadura da veia gástrica esquerda para tratamento da hipertensão porta, após episódios de hemorragia digestiva alta. Avaliou-se o tamanho e o peso dos baços para determinar suas corre...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Dália Maia, Murilo
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2002
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Repositorio:Repositório Institucional da UFPE
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufpe.br:123456789/7007
Acceso en línea:https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/7007
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Esquistossomose Mansônica
Baço
Células Sanguineas
Descripción
Sumario:Foram estudados 78 pacientes com a forma hepatoesplênica da esquistossomose mansônica, submetidos à esplenectomia e ligadura da veia gástrica esquerda para tratamento da hipertensão porta, após episódios de hemorragia digestiva alta. Avaliou-se o tamanho e o peso dos baços para determinar suas correlações com as contagens celulares e a variação entre os valores do hemograma pré e pós-esplenectomia, e comparando-os com os valores do hemograma normal. Foram eliminados todos os casos de doença hepática mista, bem como outras condições que pudessem influenciar os resultados, principalmente hemorragias ou hemotransfusões muito próximas. O objetivo foi determinar o quadro hematológico no hiperesplenismo, analisando hemogramas realizados durante períodos estáveis. Por esta razão o hemograma pós-operatório foi deliberadamente tardio, para contornar alterações condicionadas pelo processo anestésico/cirúrgico ou de hemotransfusões. O tamanho do baço se correlacionou significativamente com o peso. Houve também correlação significativa do peso com a leucopenia e com a plaquetopenia, embora o tamanho só mostrasse correlação com a leucopenia. As medidas do baço mostraram tendência à redução, na medida em que a idade avançou, porém, só em relação ao peso a queda mostrou significância. As citopenias (qualquer) ocorreram em 100% dos pacientes. Ocorreu anemia em 88%, leucopenia 96% e plaquetopenia em 87%, não se verificando seletividade. A anemia não mostrou incidência diferente entre os sexos e revelou características carenciais. A leucopenia foi predominantemente linfocitopênica, embora comprometesse todos os tipos de leucócitos, com exceção dos eosinófilos. As plaquetas estavam reduzidas na maior parte dos casos, mas só atingiram cifras preocupantes em uma pequena proporção. Após a esplenectomia,ocorreu a normalização das citopenias, que atingiu 91% no caso dos leucócitos, e 93% no das plaquetas. Leucocitose e plaquetose ocorreram em poucos pacientes, e os remanescentes citopênicos foram raros. Quanto à anemia, embora houvesse normalização em 74% dos casos, os estados carenciais associados dificultaram esta avaliação. Todos os parâmetros do hemograma mostraram aumento significativo, dos valores médios, entre as medidas pré e pós-esplenectomia. O estudo da freqüência das citopenias mostrou que é improvável que ocorram isoladamente (1,3 a 4,0%), todavia que são muito mais freqüentes (70 a 83%) em qualquer combinação duas a duas, e que a pancitopenia ocorreu em 2/3 (67%) dos pacientes