Sustentabilidade e saúde no uso de plantas medicinais na ótica das populações ribeirinhas da Amazônia
O uso de plantas medicinais é uma realidade presente na vida e história dos diferentes grupos que compõem a Amazônia. As práticas e técnicas desenvolvida pelos povos tradicionais é constituído por valores socioculturais pautado numa relação homem-natureza e de sustentabilidade. Diante dessa realidad...
| Autores: | , |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Amazonas (UFAM) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFAM |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:https://tede.ufam.edu.br/handle/:tede/8660 |
| Acceso en línea: | https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/8660 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Plantas medicinais Ervas - Uso terapêutico CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS: SERVICO SOCIAL Sustentabilidade Saúde Plantas Medicinais Comunidades ribeirinhas |
| Sumario: | O uso de plantas medicinais é uma realidade presente na vida e história dos diferentes grupos que compõem a Amazônia. As práticas e técnicas desenvolvida pelos povos tradicionais é constituído por valores socioculturais pautado numa relação homem-natureza e de sustentabilidade. Diante dessa realidade, a dissertação teve como objetivo geral analisar a perspectiva de sustentabilidade social e cultural no uso de plantas medicinais em saúde pelas populações ribeirinhas da Amazônia. A metodologia foi de natureza qualitativa, não excluindo os dados quantitativos, nesse sentido foram utilizadas fontes bibliográficas e documentais, os dados apresentados acerca das plantas medicinais e das comunidade ribeirinhas de São Lázaro e Santa Luzia foram retirados do Relatório Final do CNPq/MCTI Edital n° 025/2015, intitulado: “Montagem da paisagem do conhecimento: uma estratégia de resgate, valorização e proteção de conhecimentos de ervas e plantas medicinais em comunidades tradicionais na Amazônia”, e do Banco de Dados do Grupo Interdisciplinar de Estudos Socioambientais e Desenvolvimentos de Tecnologias Sociais Apropriadas na Amazônia (Grupo Inter-Ação). O método adotado no estudo foi o histórico-dialético, e a análise de conteúdo da Bardin (2011), o qual permitiu criar categorias com maior precisão ao conjunto das informações obtidas. Diante disso, os resultados da dissertação revelaram: a) a identificação das espécies e formas de uso das plantas medicinais; b) a importância do conhecimento tradicional na vida dos povos ribeirinhos e a contribuição desse saber para a sociedade, para a manutenção, preservação e conservação de toda a sócio- biodiversidade do país e principalmente da Amazônia; c) identificação dos elementos culturais e sociais presentes nas formas de aprendizado e difusão do conhecimento tradicional ligada as plantas medicinais; d) os ribeirinhos criaram sistemas legais para identificar, diagnosticar, tratar, curar e prevenir doenças/sintomas que recaem sobre o núcleo familiar e da comunidade; e) o uso de plantas medicinais perpassa os elementos culturais e sociais, encontra-se ligado a outras dimensões como o ambiental, territorial, econômico e político. Desse modo, o estudo aponta para a necessidade de repensar a materialidades e a operacionalização das políticas públicas, para que a sustentabilidade não se mantenha apenas no conteúdo textual técnico-científico, mas para que esse viés de sustentabilidade seja concretizado para além do plano teórico-metodológico. Assim, os princípios e dimensões da sustentabilidade tendem a contribuir no enfrentamento das desigualdades sociais, na luta por justiça e garantia de direitos sociais, civis e políticos, colaborando para o desenvolvimento humano, social e de cidadania |
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