Avaliação da presença de micotoxinas em caldo de cana-de-açúcar e sua correlação com ataque por Diatraea saccharalis

A cana-de-açúcar é essencial para o agronegócio brasileiro, sendo o Brasil o maior produtor mundial. Na safra 2019/2020, o país produziu 9 milhões de toneladas de açúcar para o mercado interno e exportou mais de 18 milhões de toneladas, representando 18% da produção global. A broca da cana (D. sacch...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Brandielli, Beatriz Leal
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-04012024-095107
Acesso em linha:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11144/tde-04012024-095107/
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Diatraea saccharalis
Açúcar
Cana-de-açúcar
Micotoxinas
Mycotoxins
Sugar
Sugarcane
Descrição
Resumo:A cana-de-açúcar é essencial para o agronegócio brasileiro, sendo o Brasil o maior produtor mundial. Na safra 2019/2020, o país produziu 9 milhões de toneladas de açúcar para o mercado interno e exportou mais de 18 milhões de toneladas, representando 18% da produção global. A broca da cana (D. saccharalis) é uma das principais pragas da cultura e causa prejuízos econômicos. Os danos causados pela praga podem facilitar a entrada de fungos produtores de micotoxinas, contaminando a planta e seus subprodutos. Neste estudo, foi avaliada a ocorrência de micotoxinas (aflatoxinas B1, B2, G1 e G2; fumonisinas B1 e B2; deoxinivalenol; toxina T-2; zearalenona, ocratoxina A) no caldo de cana e sua correlação com os danos causados por D. saccharalis. Foram analisadas 80 amostras de caldo utilizando a cromatografia liquida de ultra desempenho acoplada a espectrometria de massas e, somente se detectou a contaminação com ocratoxina A. As demais micotoxinas não ocorreram em níveis superiores ao limite de quantificação da metodologia de análise utilizada. A contaminação com ocratoxina A foi detectada em 51% das amostras, entretanto a contaminação não mostrou correlação direta com o ataque da broca. A presença da micotoxina é preocupante e pouco explorada na literatura. Novas pesquisas são necessárias para entender melhor essa contaminação e seus fatores. Este é o primeiro estudo a relatar a ocorrência de ocratoxina A no caldo de cana.