Da escrita de si à escrita fora de si: uma leitura de Objeto gritante e Água viva de Clarice Lispector

Esse trabalho consiste em uma leitura das duas versões de "Objeto gritante", proto-textos de "Água viva", de Clarice Lispector. Tais versões encontram-se disponíveis na Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro, e não vieram ainda a público. Este trabalho também tem como ob...

Full description

Bibliographic Details
Author: Maria das Gracas Fonseca Andrade
Format: doctoral thesis
Status:Published version
Publication Date:2007
Country:Brasil
Institution:Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Repository:Repositório Institucional da UFMG
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:repositorio.ufmg.br:1843/ECAP-79ZE8S
Online Access:http://hdl.handle.net/1843/ECAP-79ZE8S
Access Level:Open access
Keyword:Clarice Lispector
Água viva
diário
escrita de si
Objeto gritante
Lispector, Clarice, 1925-1977 Água viva Crítica e interpretação
Autobiografia
Diários
Description
Summary:Esse trabalho consiste em uma leitura das duas versões de "Objeto gritante", proto-textos de "Água viva", de Clarice Lispector. Tais versões encontram-se disponíveis na Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro, e não vieram ainda a público. Este trabalho também tem como objeto o livro publicado em 1973. Nosso objetivo consistiu em acompanhar a trajetória de composição de "Água viva", observar as mudanças ocorridas na passagem de "Objeto gritante", que consideramos uma escrita de si (autobiografia pessoal, íntima) para "Água viva", uma escrita fora de si ( exterior, impessoal, ex-tima).Trata-se de pesquisa bibliográfica onde se discute a questão de gênero em Clarice Lispector para sustentar que "Água viva" é um diário, ainda que não exatamente nos moldes de um diário íntimo. Vimos que "Água viva" foi composto a partir de alguns textos já publicados anteriormente em A legião estrangeira e no Jornal do Brasil. Procedimento, aliás, já utilizado pela autora em "Uma aprendizagem" ou "O livro dos prazeres", de 1969. Fizemos um levantamento de todos os textos já publicados por Clarice e que aparecem em "Objeto gritante", sendo, contudo, eliminados em "Água viva" e também de outros que permaneceram como parte do texto de "Água viva". As questões da escrita de si, da autoria, da citação, do fragmento, do diário são tratados através dos teóricos Michel Foucault, Roland Barthes, Antoine Compagnon, Béatrice Didier, Gaston Bachelard e outros.