Até que o defunto autor Brás os destrone : uma leitura de memórias póstumas de Brás Cubas

Através da leitura do romance Memórias póstumas de Brás Cubas, publicado por Machado de Assis em 1881, analiso a figura de Machado de Assis como o autor primário e o defunto-autor Brás Cubas como o autor secundário, conforme perspectiva bahktiniana. A categoria de defunto- autor está vinculada à tra...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Santos, Frederico Chevrand Pagnuzi dos
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2013
País:Brasil
Institución:Universidade Federal Fluminense (UFF)
Repositorio:Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:app.uff.br:1/9718
Acceso en línea:https://app.uff.br/riuff/handle/1/9718
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Memórias póstumas de Brás Cubas
Autor primário
Autor secundário
Carnavalização
Destronamento
Defunto-autor
Sátira menipeia
Assis, Machado de, Memórias póstumas de Brás Cubas
The posthumous memoirs of Brás Cubas
Primary author
Secondary author
Carnivalization
Dethronement
Deceased author
Menippean satire
Descripción
Sumario:Através da leitura do romance Memórias póstumas de Brás Cubas, publicado por Machado de Assis em 1881, analiso a figura de Machado de Assis como o autor primário e o defunto-autor Brás Cubas como o autor secundário, conforme perspectiva bahktiniana. A categoria de defunto- autor está vinculada à tradição dos diálogos dos mortos, que remonta à sátira menipeia e Luciano de Samósata. Ao receber o poder de criação das mãos de Machado, o finado Brás assume uma nova identidade, uma vez que cria e narra do espaço da campa e, com isso, pode livremente desmascarar a todos em suas memórias. Penso em tal procedimento como herança da cosmovisão carnavalesca que é o norte para o destronamento dos marginalizados (Eugênia, Marcela e Dona Plácida) e da aristocracia (Virgília, o pai do finado, Brás vivo e o Brás morto). Criticar, desmascarar, destronar, cada passo de destruição marca a construção de um defunto autor que fica para a história do romance