BLUES E SAMBA TRADUZINDO CORPOS DE MULHERES NEGRAS EM PERFORMANCES DE BILLIE HOLIDAY E ELZA SOARES
Por meio de um breve histórico do blues e do samba, bem como de uma análise crÃtica da formação do discurso nacional dos Estados Unidos e do Brasil, vemos o poder da música negra nas Américas através da agência performativa dos corpos. O diálogo entre as discussões de raça e gênero acon...
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2017 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal da Bahia (UFBA) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFBA |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufba.br:ri/26411 |
| Acceso en línea: | http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/26411 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Letras Afetos Billie Holiday Elza Soares Performance Tradução |
| Sumario: | Por meio de um breve histórico do blues e do samba, bem como de uma análise crÃtica da formação do discurso nacional dos Estados Unidos e do Brasil, vemos o poder da música negra nas Américas através da agência performativa dos corpos. O diálogo entre as discussões de raça e gênero acontecem por meio da problematização das figuras do malandro e do bluesman, respectivamente presentes no samba e no blues. As trajetórias de duas mulheres negras, Billie Holiday e Elza Soares, nos mostram rasuras das narrativas hegemônicas atribuÃdas a corpos negros femininos. Com base na análise das canções Fine and mellow, My man, Maria da Vila Matilde e Pra fuder, proponho uma tradução cultural entre Billie Holiday e Elza Soares a partir da intempestividade e da predominância dos afetos da alegria e da tristeza em suas performances. A noção de sujeito como agência possibilita pensar a performance como um mecanismo de escrita e de tradução de si através do agora. O tempo do performático instaura rasuras em discursos oficiais e em estruturas de ordenamento cronológico que possibilitam a entrada do ânovoâ no mundo com polÃticas de tradução de si. A teoria da performance então entrecruza-se com o campo da tradução através do diálogo entre Agamben (2013), Bhabha (2013), Derrida (2006), Deleuze (2002), Nietzsche (2003) e Spinoza (2009). Além de analisar a performance como uma tradução intempestiva, defendo que, como gesto tradutório, ela é um dispositivo atravessado pelos afetos. |
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