Alterações gênicas de hepatócitos murinos infectados com vírus da febre amarela

Sabe-se que o órgão mais afetado pela febre amarela é o fígado. Em estágios mais severos desta doença é possível identificar alterações histológicas, tal como a presença de pontos necróticos, esteatose hepática, formação de corpos apoptóticos e entre outros. Alguns estudos demonstram variações nas p...

Full description

Bibliographic Details
Author: Santee, Kadija Mohamed
Format: master thesis
Status:Published version
Publication Date:2021
Country:Brasil
Institution:Universidade de São Paulo (USP)
Repository:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-04062021-140934
Online Access:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10132/tde-04062021-140934/
Access Level:Open access
Keyword:Doenças virais
Febre amarela
Hepatócitos
Hepatocyte
Virus diseases
Yellow fever
Description
Summary:Sabe-se que o órgão mais afetado pela febre amarela é o fígado. Em estágios mais severos desta doença é possível identificar alterações histológicas, tal como a presença de pontos necróticos, esteatose hepática, formação de corpos apoptóticos e entre outros. Alguns estudos demonstram variações nas produções de citocinas mediadoras de inflamações como resultado da infecção aguda. Entretanto, a febre amarela pode se desenvolver sem apresentar sintomas de que há alterações ocorrendo nos órgãos afetados. Apesar disso, nossa hipótese é que o hepatócito do camundongo afetado com o vírus da febre amarela apresenta variações de expressão gênica desde a fase inicial da doença. Depois da infecção das células em cultura será realizado uma análise de qPCR nos hepatócitos e será observado modificações na expressão dos seguintes genes: pró (Tnf-α, Ip-10, Il-1β e Il-8) e anti-inflamatórios (Tgf-β) e indicadores de apoptose (Casp3) em hepatócitos murinos AML2 após 72 e 144 horas de infecção in vitro pelo vírus da febre amarela. Nossos resultados demonstraram uma elevação de expressão gênica significativa após as 72 horas de inoculação nos genes Casp3, Il-β, Il-8, Tgf- β e Tnf- α. Enquanto o Ip-10 não demonstrou elevações significativas quando comparado ao grupo controle. Os resultados do grupo de 144 horas foram inconclusivos e estão em andamento, serão acrescentados ao trabalho posteriormente. Logo, com esse trabalho é possível afirmar que, existem variações gênicas presentes no fígado desde o início da infecção pelo vírus da febre amarela.