Diversidade da herpetofauna em uma área com diferentes estágios de sucessão natural de Caatinga, no semiárido paraibano.

A Caatinga é um bioma inserido na região semiárida, que recebe pouca atenção para estudos de composição de fauna, especialmente em regiões com elevados níveis de degradação. Diante disso, o presente estudo buscou entender a relação entre a herpetofauna, fatores abióticos e variáveis ambientais em um...

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Detalhes bibliográficos
Autor: ALMEIDA, Maria Eduarda de Araújo.
Tipo de documento: dissertação
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2021
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)
Repositório:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCG
Idioma:português
OAI Identifier:oai:dspace.sti.ufcg.edu.br:riufcg/41796
Acesso em linha:https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/41796
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Herpetofauna - caatinga
Caatinga
Bioma caatinga
Serpentes - bioma caatinga
Anfíbios - bioma caatinga
Lagartos - bioma caatinga
Caatinga biome
Snakes - caatinga biome
Amphibians - caatinga biome
Ciências Florestais
Descrição
Resumo:A Caatinga é um bioma inserido na região semiárida, que recebe pouca atenção para estudos de composição de fauna, especialmente em regiões com elevados níveis de degradação. Diante disso, o presente estudo buscou entender a relação entre a herpetofauna, fatores abióticos e variáveis ambientais em uma área em processo de sucessão natural localizada entre as cidades de Santa Luzia-PB e Várzea-PB. O local é classificado como área de caatinga arbustiva arbórea em processo de sucessão dividida e está dividido em: 1-estágio avançado; 2- estágio médio; 3- estágio inicial; 4- pasto nativo. O levantamento ocorreu através de busca ativa, armadilhas de queda, encontros ocasionais aliado à coleta de dados abióticos e vegetacionais (parcelas 4x4m) ao longo dos conjuntos de pitfalls (n=96 parcelas). Registramos 484 avistamentos de anfíbios, 1.004 de lagartos e 32 de serpentes, totalizando 35 espécies: 17 anfíbios, 12 lagartos e 6 serpentes. Os anuros consistiram em 6 famílias, sendo Leptodactylidae e Hylidae com maior riqueza. Os lagartos apresentaram 7 famílias, sendo Gekkonidae com maior riqueza (n=3) e, para as serpentes, 3 famílias, sendo Dipsadidae a mais rica. Kruskal-Wallis não encontrou diferenças entre as quatro áreas (H=1,301; p=0,605). A Análise de Componentes Principais (PCA) demonstrou correlação entre a riqueza e os avistamentos com o número de rochas, grau de cobertura do dossel, altura da serapilheira, altura aproximada da vegetação, altura e densidade do sub-bosque, número de árvores, CAP, número de galhos caídos, umidade do ar, umidade do solo e porcentagem de herbáceas. O teste de Kruskal-Wallis também demonstrou que 9 das 22 variáveis estiveram correlacionadas com a ocorrência das espécies. A partir desses resultados, é possível inferir que o período seco é um fator restritivo, ocorrendo o predomínio de espécies generalistas como A. ocellifera, T. hispidus, T. semitaeniatus e também espécies que só são avistadas após as primeiras chuvas como C. greeningi e D. muelleri. A heterogeneidade ambiental atua como um dos principais fatores que explicam a diversidade local, pois a riqueza para cada área de estudo foi diretamente correlacionada às variáveis ambientais.