Isolamento, identificação e caracterização de amebas de vida livre a partir de estações de tratamento de esgoto em Porto Alegre, Brasil
Amebas de vida livre (AVL) são protozoários anfizoicos, podendo estar no meio ambiente ou parasitando humanos e animais, sendo microrganismos amplamente encontrados no ar, água e solo. Algumas espécies e/ou gêneros, como Acanthamoeba spp., Balamuthia mandrillaris, Naegleria fowleri, Vermamoeba vermi...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/267644 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/10183/267644 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Amoeba Estações de tratamento de águas residuárias Características biológicas de águas residuárias Acanthamoeba Genotype T4 Genotype T5 Guaíba Lake Gravataí River |
| Sumario: | Amebas de vida livre (AVL) são protozoários anfizoicos, podendo estar no meio ambiente ou parasitando humanos e animais, sendo microrganismos amplamente encontrados no ar, água e solo. Algumas espécies e/ou gêneros, como Acanthamoeba spp., Balamuthia mandrillaris, Naegleria fowleri, Vermamoeba vermiformis, Paravahlkampfia francinae n. sp. e Sappinia pedata, são associadas a doenças que afetam os olhos, a pele, o pulmão e o sistema nervoso central de humanos. Se alimentam de bactérias, fungos e até mesmo protozoários, por um processo chamado fagocitose. Porém, alguns microrganismos podem resistir a esse processo, tornando-se microrganismos resistentes as AVL (MRA) e abrigando-se dentro das amebas, que atuam como reservatórios. O ambiente do esgoto é rico em microrganismos e matéria orgânica, sendo seu estudo importante em termos de saúde pública. O objetivo deste trabalho foi isolar, identificar e caracterizar AVL presentes nas estações de tratamento de esgoto de Porto Alegre, Brasil. Foram coletadas amostras de 1L de oito estações, tanto do esgoto bruto quanto do esgoto tratado, nos meses de Janeiro, Fevereiro, Julho e Agosto de 2022. O material foi semeado em cultura monoxênica, o crescimento das amebas foi acompanhado por 15 dias, e realizado caracterização morfológica. Os resultados da PCR indicaram a presença de AVL em 100% das amostras, sendo o gênero Acanthamoeba o único encontrado. O sequenciamento gênico evidenciou a presença de Acanthamoeba lenticulata e Acanthamoeba polyphaga, com genótipos T5 e T4, respectivamente, que são relacionados à patogenicidade. O esgoto tratado é liberado no lago Guaíba ou no Rio Gravataí que são ambientes aquáticos utilizados para fins recreacionais, permitindo que hospedeiros entrem em contato com essas amebas e os MRA, o que pode significar riscos em termo de saúde pública. |
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