Estratégias de coping e subversão frente às normatividades de gênero e sexualidade nas relações entre os usuários/es do aplicativo geossocial gay Scruff
O presente trabalho teve como problema de pesquisa analisar quais as estratégias de coping e subversão frente às normatividades de gênero e sexualidade nas relações entre os usuários/es do aplicativo gay geossocial Scruff. O estudo utilizou o método qualitativo e, na pesquisa, utilizamos a entrevist...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2025 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-08042025-163835 |
| Acceso en línea: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47134/tde-08042025-163835/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Aplicativo Scruff Coping Gender Gênero Scruff app Sexualidade Sexuality Subversão Subversion |
| Sumario: | O presente trabalho teve como problema de pesquisa analisar quais as estratégias de coping e subversão frente às normatividades de gênero e sexualidade nas relações entre os usuários/es do aplicativo gay geossocial Scruff. O estudo utilizou o método qualitativo e, na pesquisa, utilizamos a entrevista semiestruturada. Construímos um roteiro prévio composto por perguntas abertas, algumas adaptadas e reelaboradas a partir da pesquisa de Filice et al. (2019). As entrevistas foram realizadas na plataforma Google Meet, na qual foram gravadas na íntegra após a autorização e o consentimento dos participantes. Como referencial teórico, foi utilizada a Teoria Queer, sobretudo os conceitos de gênero como performatividade, sob a perspectiva de Judith Butler (2018); conceitos de stress, coping, eucoping e discoping (Vasconcellos, 2017) conceitos de contrassexualidade e era farmacopornográfica, de Paul Preciado (2014; 2018) e outros teóricos/as/es Queers e pesquisadores da área necessários para o complemento das discussões deste trabalho. No desenho do estudo, primeiramente, foi realizada uma adaptação das pesquisas de Miskolci (2013) e de Filice et al. (2019), seguida da confecção de um perfil no aplicativo Scruff, me apresentando como pesquisador vinculado à Universidade de São Paulo, e informando, de forma resumida, a descrição da pesquisa. Assim que ativei meu perfil, realizei convites, no chat do aplicativo, para usuários/es, que, de forma voluntária e espontânea, manifestaram interesse ao entrar em contato com o meu perfil de pesquisador. Esta pesquisa obteve aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP), da Universidade de São Paulo. Os usuários/es interessados receberam, por meio do e-mail coletado no chat do aplicativo, um link com um formulário contendo o termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE). A amostra incluiu 12 entrevistas, 12 mapeamentos dos perfis e 12 questionários sociodemográficos desses participantes. O estudo indicou, no que tange aos dados sobre os perfis coletados em notas de campo, manifestações subversivas já durante o processo de descrição dos perfis de alguns dos usuários/es do aplicativo Scruff. Das categorias que foram identificadas como normatividades, que se tornam fatores de stress entre os usuários/es da pesquisa, e que estão imbricadas nas relações de gênero e sexualidade, indica-se padrão de beleza, etarismo, imediatismo sexual, bolsonarismo, heteronormatividade, machismo e racismo. Os resultados sobre as categorias de fatores de stress, coping, eucoping e discoping apontaram para uma variedade de eventos estressantes e ações para o enfrentamento manifestados por meio das normatividades descritas pelos usuários/es do aplicativo Scruff. Observamos que todos os entrevistados mencionaram algum tipo de discurso normativo que são fontes de stress e sofrimento mental. Observou-se que as estratégias de coping dos usuários do aplicativo Scruff frente aos discursos normativos são múltiplas e os achados sugerem que os sujeitos/es agem com suas estratégias de coping conforme suas experiências de vida e condições sociais e culturais, que, por sua vez, estão em constante transformação. As manifestações subversivas identificadas e analisadas neste trabalho apontam para as múltiplas funções e usos de tecnologias do aplicativo geossocial Scruff. |
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