Avaliação da qualidade de vida de mulheres com diferentes tipos de incontinência urinária
Introdução: a incontinência urinária (IU) é definida como a perda involuntária de urina. Os subtipos mais descritos na literatura são: incontinência urinária por esforço (IUE), que é a perda de urina decorrente de esforço físico, tosse, espirro; a incontinência urinária de urgência (IUU), que é perd...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNIFESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unifesp.br:11600/71396 |
| Acceso en línea: | https://hdl.handle.net/11600/71396 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Qualidade de vida Incontinência urinária Incontinência urinária por estresse Incontinência urinária de urgência Diagnóstico |
| Sumario: | Introdução: a incontinência urinária (IU) é definida como a perda involuntária de urina. Os subtipos mais descritos na literatura são: incontinência urinária por esforço (IUE), que é a perda de urina decorrente de esforço físico, tosse, espirro; a incontinência urinária de urgência (IUU), que é perda de urina precedida por uma urgência miccional; e a incontinência urinária mista (IUM), que é aquela que ocorre tanto por esforço como por urgência miccional. A IU tem um importante impacto na qualidade de vida (QV) das mulheres, à medida que perder urina altera, negativamente, a rotina das portadoras desta condição. É consenso que a perda de urina pode ser prejudicial à autoestima, pois é causa de isolamento social, e que afeta essas mulheres psicologicamente, socialmente, fisicamente, economicamente, sexualmente e em suas relações interpessoais. Objetivo: avaliar o impacto da IU sobre a QV de mulheres com diferentes subtipos de IU. Material: estudo de caso-controle, oriundo de um banco de dados. Foram avaliadas 442 mulheres com IU e 137 mulheres sem IU. Através da utilização de métodos diagnósticos diferentes, as mulheres com IU foram divididas em dois subgrupos: questionários de autorrelatos e experiência da equipe médica. Os questionários (autorrelatos) utilizados para classificar o subtipo de IU e o grau de severidade foram o OAB-q (Questionnaire Overactive Bladder) e o ICIQ-SF (Incontinence Questionnarie - Short Form). O instrumento utilizado para avaliar a qualidade de vida foi o World Health Organization Quality of Life Abbreviated (WHOQOL-bref), dividido em quatro domínios e mais duas questões de QV geral. Associou-se o teste do absorvente de uma hora com o objetivo de avaliar o grau de severidade da IU. Resultados: no diagnóstico dos questionários, as médias do WHOQOL-bref no domínio físico foram 55,1 para IUU e 57,6 para IUM, médias inferiores às das pacientes diagnosticadas com IUE (65,3) e o grupo controle 66 (p< 0,001). Achado semelhante ao domínio psicológico, no qual o grupo controle 68,4 e IUE 65,7 foram superiores a IUM 60,3 (p<0,001). No diagnóstico médico, o domínio físico foi 66 no grupo controle e 60,7 para IUE, médias superiores a IUU 53 e IUM 58,1 (p<0,001). Em relação aos outros domínios, o grupo controle foi superior nos dois métodos diagnósticos. Não foi possível identificar, neste estudo, a correlação entre a severidade da IU com a piora da QV. Conclusão: mulheres com IU tem impacto significativo sobre a QV independentemente da severidade. As mulheres com IUU e IUM parecem apresentar maior impacto na QV, do que mulheres com IUE. |
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