Relação entre periodontite apical, microbiota intestinal e alterações metabólicas em ratos : determinação de biomarcadores

Infecção e disbiose estão correlacionadas com a síndrome metabólica. Porém, ainda é necessário que haja investigações sobre a influência da periodontite apical neste contexto. Esta tese contempla uma revisão de literatura acerca do tema e um trabalho experimental que avaliou a influência da periodon...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Tavares, Cauana Oliva
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2017
País:Brasil
Institución:Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:tede2.pucrs.br:tede/7927
Acceso en línea:http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/7927
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Periodontite Apical
Obesidade
Diabetes tipo 2
Akkermansia muciniphila
Inflamação
CIENCIAS DA SAUDE::ODONTOLOGIA
Descripción
Sumario:Infecção e disbiose estão correlacionadas com a síndrome metabólica. Porém, ainda é necessário que haja investigações sobre a influência da periodontite apical neste contexto. Esta tese contempla uma revisão de literatura acerca do tema e um trabalho experimental que avaliou a influência da periodontite apical em um modelo de desordem metabólica induzido por suplementação com frutose 10% (HFD) durante 8 semanas. Foram utilizados 60 ratos wistar machos, os quais foram subdivididos em: G1- controle (ingestão de água filtrada e sem indução lesão periapical); G2- controle HFD (ingestão de frutose e sem indução lesão periapical); G3- controle 14 dias PA (ingestão de água filtrada e com indução lesão periapical por 14 dias); G4- HFD 14 dias PA (ingestão de frutose e com indução lesão periapical por 14 dias); G5- controle 28 dias PA (ingestão de água filtrada e com indução lesão periapical por 28 dias); G6- HFD 28 dias PA (ingestão de frutose e com indução lesão periapical por 28 dias). Durante as 8 semanas de experimento, os animais foram pesados a cada 2 dias. Os consumos de ração e água foram medidos diariamente. Após as 8 semanas, foi realizada a medição da glicemia e coleta de fezes de cada animal para avaliação da bactéria Akkermansia muciniphila através de PCR. Em seguida, os animais foram eutanasiados. Foram removidas as mandíbulas, para análise histológica; o soro do sangue e o intestino para análise de citocinas (TNF, IL-1β e IL-6) e adipocinas (leptina e adiponectina) através de ELISA; o fígado e o coração para análise de estresse oxidativo (catalase e glutationa) através de espectrofotometria. Os resultados demonstraram que houve aumento de peso, de ingesta de água (polidipsia) e de glicemia nos grupos submetidos ao HFD, independente de indução de PA, confirmando que o modelo experimental foi capaz de induzir diabetes tipo2 relacionada à obesidade. Não houve variação nos níveis de TNF, IL-1β e IL-6 entre os grupos experimentais. Os níveis de leptina e de adiponectina estavam significantemente aumentados no G2. Os níveis intestinais de leptina estavam aumentados nos grupos 5 e 6. Um aumento nos níveis de glutationa foi observado nos animais do G4. Ocorreu indução de periodontite apical nos grupos 3, 4, 5 e 6, sem alterações provocadas pela HFD. Tanto a PA quanto o HFD foram capazes de provocar disbiose, diminuindo significativamente os níveis de expressão de A. muciniphila. Concluindo, o presente estudo demonstra, pela primeira vez, que a PA exerce influência sistêmica e impacta desordens metabólicas modulando o metabolismo intestinal e a microbiota.