Metalinguagem: o sopro de vida em Um sopro de vida de Clarice Lispector

Partindo de um estudo dos elementos estruturais e fabulares que compõem o texto Um sopro de vida (LISPECTOR, 1980), esta pesquisa busca entender qual a função da metalinguagem na construção do livro e a sua relação com os outros elementos que o compõem. Tal investigação surge da identificação do des...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Faria, Robson Ricardo Dal Santo [UNESP]
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2016
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/143848
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/11449/143848
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Clarice Lispector
Linguagem Poética
Metalinguagem
Gêneros
Impasses
Poetic Language
Metalanguage
Genres
Descripción
Sumario:Partindo de um estudo dos elementos estruturais e fabulares que compõem o texto Um sopro de vida (LISPECTOR, 1980), esta pesquisa busca entender qual a função da metalinguagem na construção do livro e a sua relação com os outros elementos que o compõem. Tal investigação surge da identificação do desenvolvimento, em Um sopro de vida, de temas constantes na obra da autora, já apontados anteriormente por Benedito Nunes em O drama da linguagem (NUNES, 1995) e por Arnaldo Franco Júnior em Mau gosto e kitch em Clarice Lispector e Dalton Trevisan (FRANCO JR, 2000). Em Um sopro de vida, este último texto de Clarice, esses temas se instituem como um testamento artístico e são problematizados e conduzidos a extremos pela instauração de impasses, que se apresentam por meio da elaboração da estrutura textual (espaço, tempo, personagens, narrador) e fabular (enredo, linguagem), estabelecendo uma tensão que se estende ao longo do livro e o conduz a uma quase “auto implosão”, um desmoronamento concêntrico-textual, mas não realizado plenamente. Há um movimento interno da linguagem que impede a “falência” do texto, iconizando seu conteúdo e dando a Um sopro de vida sustentação, fazendo do texto ainda um texto literário, sendo o seu “sopro de vida”. Dentro desse panorama, as perguntas que se apresentam são: a metalinguagem, em sua relação com a linguagem poética e com outros elementos textuais, contribui para o encaminhamento do texto a um processo de autodestruição textual ou para impedir que esta se dê plenamente? Este aspecto pôde ser verificado também anteriormente, durante o trabalho de mestrado (FARIA, 2007), no livro A hora da estrela (LISPECTOR, 1999), e seu estudo será aqui aproveitado não com a intenção de se construir uma leitura comparativa entre as duas obras, mas de auxiliar na construção desta outra análise.