Motivação e realismo na filosofia moral de Hume

Neste texto argumento que a filosofia moral de Hume tem uma base realista num sentido específico. Os sentimentos “peculiares” da moralidade, as formas morais de dor e prazer na contemplação das ações, sentimentos e caracteres dos outros, estão assentados sobre uma base pertencente à nossa sensibilid...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Klaudat, André Nilo
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Repositório Institucional da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/200761
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/200761
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Hume, David, 1711-1776
Motivação
Realismo
Moral
Filosofia
Hume's philosophy of morals
Motivation
Realism
Moral sentiment
Descripción
Sumario:Neste texto argumento que a filosofia moral de Hume tem uma base realista num sentido específico. Os sentimentos “peculiares” da moralidade, as formas morais de dor e prazer na contemplação das ações, sentimentos e caracteres dos outros, estão assentados sobre uma base pertencente à nossa sensibilidade que envolve o fato bruto da realidade da dor e do prazer. Argumento que a ênfase de Hume na “praticalidade” da moral não está a serviço prioritariamente de um projeto filosófico de explicação do fenômeno moral, mas remete ao fundamento realista da moralidade em sentimentos humanos: “coisas” sentidas por seres humanos a respeito de outros seres humanos. Embora com implicações para a discussão tradicional sobre a ontologia moral de Hume, minha análise procura mostrar que o fundamento encontrado responde, de acordo com a orientação empirista em filosofia, a uma pergunta anterior sobre o que é real quando estão em jogo os interesses práticos de nossas vidas, por oposição aos teóricos.