Vulcano-estratigrafia das rochas intermediárias a ácidas ao sul da Província Magmática Paraná, Brasil
Este artigo apresenta o primeiro mapa em escala de detalhe de uma área coberta pelas rochas vulcânicas tipo Palmas, na borda sul da Província Magmática Paraná, de idade eocretácica. O estudo das características estruturais, juntamente com a petrografia e geoquímica, permitiu separar as rochas em trê...
| Autores: | , |
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| Formato: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2014 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Geologia USP. Série Científica (Online) |
| Idioma: | inglés portugués |
| OAI Identifier: | oai:revistas.usp.br:article/85368 |
| Acesso em linha: | https://revistas.usp.br/guspsc/article/view/85368 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Resumo: | Este artigo apresenta o primeiro mapa em escala de detalhe de uma área coberta pelas rochas vulcânicas tipo Palmas, na borda sul da Província Magmática Paraná, de idade eocretácica. O estudo das características estruturais, juntamente com a petrografia e geoquímica, permitiu separar as rochas em três sequências vulcânicas principais, reconhecendo a sua estratigrafia. As rochas da primeira sequência, denominada Caxias do Sul, recobrem fluxos basálticos de baixo Ti (tipo Gramado), e correspondem a um empilhamento de derrames lobados, fluxos laminares e lava domos, emitidos por erupções contínuas. O final da atividade vulcânica é marcado por erupções mais intermitentes, permitindo assim a intercalação de delgados depósitos de arenitos. Estas rochas têm composição dacítica (~ 68 %, em peso, SiO2) com microfenocristais de plagioclásio, piroxênios e Ti- magnetita imersos em matriz vítrea ou desvitrificada. A segunda sequência, denominada Barros Cassal, é composta por diversos fluxos de lavas de andesito basáltico, andesito e dacito (~ 54; ~ 57 e ~ 63%, em peso, SiO2, respectivamente), com microfenocristais de plagioclásio, piroxênios e Ti-magnetita. A frequente intercalação de arenitos entre os fluxos atesta o comportamento intermitente deste evento. A sequência superior, Santa Maria, é composta pelas rochas mais ricas em sílica (~ 70%, em peso, SiO2) que ocorrem como fluxos laminares, fluxos lobados e lava-domos. Estas rochas são de composição riolítica, com microfenocristais de plagioclásio e Ti-magnetita imersos em uma matriz vítrea ou desvitrificada com micrólitos. As estruturas e texturas apresentadas pelas rochas das três sequências ácidas indicam que elas foram geradas por erupções de caráter predominantemente efusivo, refletindo as altas temperaturas do magma (~ 1.000 ºC). |
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