A voz do professor: como os professores das escolas públicas da Rede Municipal de São Paulo encaram os livros didáticos de inglês

Esta pesquisa tem o objetivo de investigar a relação do professor de língua inglesa da rede pública de ensino municipal da cidade de São Paulo com o livro didático (LD). A tese parte do pressuposto de que os LDs desde sua origem exercem diferentes funções: fontes de recursos didáticos como textos e...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Barbosa, Daniela Mota
Formato: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-19052025-093526
Acesso em linha:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48138/tde-19052025-093526/
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:English language teaching
Ensino de língua inglesa
Formação docente
Livro didático
PNLD
Teacher education
Textbook
Descrição
Resumo:Esta pesquisa tem o objetivo de investigar a relação do professor de língua inglesa da rede pública de ensino municipal da cidade de São Paulo com o livro didático (LD). A tese parte do pressuposto de que os LDs desde sua origem exercem diferentes funções: fontes de recursos didáticos como textos e imagens, fornecedores de um currículo ou mesmo a função formativa do docente através de seus manuais do professor. Desta forma, podem ser amplamente aceitos pelo docente ou sofrer rejeição. Os referenciais teóricos que norteiam a análise dos dados incluem: conceito e história dos livros didáticos (Escolano, 2012; Choppin, 2004; Bittencourt, 1993; Munakata, 2012), cultura escolar (Julia, 2001; Dussel, 2014; Vidal, 2005) e o pós-método (Kumaravadivelu, 2001). Para a obtenção do corpus da pesquisa, foram realizados três grupos focais com a participação de professores de inglês da rede municipal de São Paulo. Após a análise do corpus da pesquisa, concluiu-se que a relação dos seus sujeitos com os livros didáticos de língua inglesa oscila entre aceitação e rejeição, de modo que a aceitação tende a ser maior entre docentes com maior tempo de carreira, enquanto há maior tendência à rejeição entre profissionais com menor período de experiência. Já no que se refere à concepção de língua, os dados mostraram que os docentes defendem o ensino do inglês como língua franca e corroboram com o conceito de prática social defendido pelo Currículo da Cidade e pelo PNLD (Programa Nacional do Livro Didático). Entretanto, persiste ainda a concepção da língua como sistema (Kumaravadivelu, 2001) e a valorização da cultura escrita, gramática, vocabulário e, consequentemente, a perpetuação da crença de que não é possível aprender inglês na escola pública. Em relação às políticas de compra e distribuição de livros didáticos, como o PNLD e o programa próprio da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo para a aquisição de LDs para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental, os dados mostraram que há desconhecimento por parte dos professores sobre estas políticas, evidenciando assim, que elas falham em incluir o docente, que por sua vez, exerce um papel secundário e se sente como simples executor.