Discurso da paisagem em Luís Martins: imaginário geográfico nas crônicas de São Paulo
Este trabalho propõe uma aproximação entre a Geografia e a Literatura. De cunho marcadamente interdisciplinar, tem a paisagem como elemento de convergência dessas duas disciplinas. Sob o aspecto geográfico, estudou-se a paisagem urbana de São Paulo e suas transformações em meados do século XX. Notad...
| Autor: | |
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| Tipo de documento: | tese |
| Estado: | Versão publicada |
| Data de publicação: | 2009 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositório: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | português |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-31082009-153705 |
| Acesso em linha: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8135/tde-31082009-153705/ |
| Access Level: | Acceso aberto |
| Palavra-chave: | Análise do discurso Discourse analysis Interdisciplinaridade Interdisciplinary Landscape Luís Martins Luis Martins Paisagem São Paulo |
| Resumo: | Este trabalho propõe uma aproximação entre a Geografia e a Literatura. De cunho marcadamente interdisciplinar, tem a paisagem como elemento de convergência dessas duas disciplinas. Sob o aspecto geográfico, estudou-se a paisagem urbana de São Paulo e suas transformações em meados do século XX. Notadamente, ressaltaram-se as mudanças da cidade de alvenaria para a cidade de concreto, levando-se em consideração a cidade industrial nascente, e suas influências na morfologia das novas paisagens. Para tanto, foi analisada a obra do escritor e jornalista Luís Martins, assíduo produtor cultural desse período, comprometido com seu tempo e com seu mundo. O gênero crônica, privilegiado neste trabalho, é uma literatura, sobretudo, eficiente na cristalização dos fenômenos que cercam o cotidiano urbano, e uma escrita adequada a captar e a retransmitir percepções paisagísticas genuínas e espontâneas. Para enfrentar a maleabilidade e as polissemias envolvidas nos conceitos que cercam tais paisagens, foi utilizada a análise do discurso. Pelo viés semiótico, as paisagens na obra de Luís Martins foram entendidas como um discurso da paisagem que são fenômenos portadores de intenções, crenças e afetos. São também representações sociais do espaço urbano, paisagens literárias que circularam abundantemente durante décadas pela imprensa paulista, através de inúmeros textos e milhares de pessoas. |
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