Análise histopatológica comparativa do dano na orelha interna na meningite : vias otogênica versus meningogênica

Objetivo: Diferenciar os padrões de alterações na orelha interna entre as vias meningogênica e otogênica em casos de meningite. A hipótese é que identificar padrões distintos associados a cada via pode auxiliar no desenvolvimento de estratégias diagnósticas e terapias direcionadas. Métodos: Ossos te...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Schuster, Artur Koering
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/292823
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/292823
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Labirintite
Meningite
Perda auditiva
Implante coclear
Labyrinthitis
Meningitis
Hearing loss
Cochlear implantation
Descripción
Sumario:Objetivo: Diferenciar os padrões de alterações na orelha interna entre as vias meningogênica e otogênica em casos de meningite. A hipótese é que identificar padrões distintos associados a cada via pode auxiliar no desenvolvimento de estratégias diagnósticas e terapias direcionadas. Métodos: Ossos temporais de pacientes com histórico de meningite e evidência histopatológica de labirintite foram divididos em dois grupos (otogênico e meningogênico). A análise histopatológica da orelha interna foi realizada para identificar alterações qualitativas e semiquantitativas. Essa avaliação abrangeu padrões de inflamação, sinais de ossificação precoce, perda de células ciliadas e alterações na parede lateral, membrana da janela redonda, aqueduto coclear e aqueduto vestibular. Resultados: Trinta e seis ossos temporais foram incluídos no estudo (otogênicos, 21; meningogênicos, 15). Labirintite generalizada foi mais comum em casos otogênicos (100% vs. 53%, p < 0,001). Sinais precoces de ossificação coclear foram observados exclusivamente em casos otogênicos (9 ossos temporais). O ligamento espiral dos casos otogênicos apresentou perda uniforme de fibroblastos em todos os giros cocleares, enquanto os casos meningogênicos mostraram uma perda mais acentuada no giro apical. Casos otogênicos exibiram maior prevalência de inflamação acentuada no aqueduto coclear e no saco endolinfático. Casos meningogênicos apresentaram uma perda mais acentuada de células ciliadas vestibulares nos órgãos otolíticos. Conclusão: Casos otogênicos mostraram maior prevalência de alterações no ligamento espiral e sinais de ossificação precoce, enquanto casos meningogênicos foram associados a um grau mais elevado de danos vestibulares. Nossos achados destacam a importância de considerar a via de infecção e suas implicações para o diagnóstico oportuno e o desenvolvimento de estratégias terapêuticas orientadas pela doença.