Doença periodontal e síndrome de Down: análise das habilidades cognitivas dos pacientes e tratamento adjuvante não cirúrgico por terapia fotodinâmica antimicrobiana

Pacientes com Síndrome de Down (SD) possuem diversas alterações fenotípicas, dentre elas alterações cognitivas e déficits na resposta imunológica que favorecem a maior severidade e alta prevalência da doença periodontal. Portanto, o objetivo desse estudo foi avaliar as habilidades cognitivas e verif...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Ferreira, Rafael
Formato: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-05102021-095034
Acesso em linha:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25152/tde-05102021-095034/
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Behavior
Comportamento.
Doença periodontal
Downs syndrome
Periodontal disease
Síndrome de Down
Descrição
Resumo:Pacientes com Síndrome de Down (SD) possuem diversas alterações fenotípicas, dentre elas alterações cognitivas e déficits na resposta imunológica que favorecem a maior severidade e alta prevalência da doença periodontal. Portanto, o objetivo desse estudo foi avaliar as habilidades cognitivas e verificar a efetividade do uso do tratamento adjuvante por meio da terapia fotodinâmica antimicrobiana (aPDT) complementando a raspagem e alisamento corono-radicular (RACR) em pacientes com SD. Foram realizadas avaliações dos parâmetros clínicos (n=37) como: índice de placa (IP), nível clínico de inserção (NCI), profundidade (PS) e sangramento à sondagem (SS) no período inicial e após 3, 6 e 12 meses do tratamento. Para a aPDT, foi utilizado laser vermelho e corante azul de metileno (AM). Já para avaliação das habilidades cognitivas (n=42), foram avaliadas por meio de 15 itens durante o tratamento odontológico, sendo aplicado escores de 0 (não apresentava qualquer ação/reação), 1 (apresenta de maneira restrita) ou 2 (apresenta de maneira evidente). As análises estatísticas foram realizadas com testes paramétricos e não paramétricos além de correlação de Spearman (p<0,05). Ambos os tratamentos promoveram melhoras clínicas em todos os parâmetros periodontais de avaliação (p<0.05), com diferença (p<0.05) entre os grupos em relação ao NCI nos períodos de 3 e 12 meses, com benefícios adicionais ao grupo aPDT. Já para o estudo das habilidades cognitivas, os pacientes apresentaram parâmetros periodontais elevados, não tendo diferença entre tais variáveis em relação ao gênero (p>0,05). As habilidades cognitivas apresentaram-se restritas para ambos os gêneros (1,31 ± 0,608) e sem diferença entre eles (p>0,05). Porém, o gênero feminino teve correlação da maior PS e da presença de sítios com profundidades com 7 mm com a menor produção de palavras (p<0,05). Conclui-se que os participantes com SD se beneficiam da aPDT no tratamentos periodontal e que a condição periodontal pode ter correlação com a condição cognitiva.