O problema do mal repensado : uma abordagem filosófico-teológica em Andrés Torres Queiruga

O mal sempre foi tema para discussões e reflexões tanto para a filosofia, quanto para as religiões. Essa tarefa não está acabada. Refletiremos aqui o problema do mal em sua condição de inevitabilidade, sustentada na finitude e no limite da própria realidade da criação. Partiremos do mal como uma rea...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Pozzo, Ezequiel Dal
Tipo de documento: dissertação
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2017
País:Brasil
Recursos:Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)
Repositório:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS
Idioma:português
OAI Identifier:oai:tede2.pucrs.br:tede/7718
Acesso em linha:http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/7718
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Mal
Repensar
Deus Amor
Teodiceia
Autonomia do Mundo
Fé Lógica
CIENCIAS HUMANAS::TEOLOGIA
Descrição
Resumo:O mal sempre foi tema para discussões e reflexões tanto para a filosofia, quanto para as religiões. Essa tarefa não está acabada. Refletiremos aqui o problema do mal em sua condição de inevitabilidade, sustentada na finitude e no limite da própria realidade da criação. Partiremos do mal como uma realidade que afeta todo ser humano, independente de suas crenças, desmistificando o clássico dilema de Epicuro. Através do conceito de pisteodicéia perceberemos que cada pessoa, grupo ou religião vai encontrando suas respostas e maneiras de lidar com o mal. Para falar de teodiceia distinguiremos a “via curta” e a “via longa”. A primeira retrata a visão tradicional da teologia, em que mesmo na contradição entre os argumentos, ajuda a manter a confiança em Deus, apesar do mal. A “via longa” quer mostrar uma fé lógica, com coerência de argumentos. Quer garantir a razoabilidade da teodiceia, construída a partir do pressuposto da autonomia das realidades terrestres demostrando a ação do Deus Amor no mundo, como Antimal. Essa ação continuada garante a criatura, não a eliminação de todos os males nesse mundo, mas a plenitude da eternidade. Esse itinerário possibilita repensarmos vários termos teológicos, entre eles, o pecado original, o milagre, o holocausto e o inferno, assim como permite uma nova imagem de Deus, traduzida também em linguagem nova.