Tomando chá com o chapeleiro: a Arqueologia Sensorial como Arqueologia Descolonizante

A infância é realmente um momento mágico, em que podemos sonhar, fantasiar e brincar. Podemos falar com objetos, com animais e até sozinhos em voz altano meio da rua: ninguém irá achar estranho. Mas quando crescemos tudo muda. Passamos a considerar objetos como seres inanimados, animais como seres s...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Pellini, José Roberto
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2014
País:Brasil
Institución:Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB)
Repositorio:Revista de Arqueologia
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs2.revista.sabnet.org:article/401
Acceso en línea:https://revista.sabnet.org/ojs/index.php/sab/article/view/401
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Arqueologia Sensorial
Cultura Material
Imaginação
Colonialismo Científico
Descripción
Sumario:A infância é realmente um momento mágico, em que podemos sonhar, fantasiar e brincar. Podemos falar com objetos, com animais e até sozinhos em voz altano meio da rua: ninguém irá achar estranho. Mas quando crescemos tudo muda. Passamos a considerar objetos como seres inanimados, animais como seres sem consciência, e sonhos como algo infantil. A situação piora quando nos tornamos cientistas, pois passamos a buscar verdades. Propõe-se, assim, uma ruptura dos discursos hegemônicos, cujo caminho pode ser a arqueologia sensorial. Ela tem o potencial de mudar não apenas o discurso arqueológico, mas também o arqueólogo, ao possibilitar diferentes contatos com os objetos, ao permitir que se fale a língua deles novamente.