A construção da missão japonesa no século XVI

Em 1549, os primeiros missionários cristãos chegaram ao arquipélago japonês a fim de evangelizar a população nativa. Chegaram poucos anos após os comerciantes portugueses, mas não ficaram sob sua proteção. Ao contrário destes, não ficaram apenas nas cidades portuárias, mas adentraram-se no territóri...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Bernabé, Renata Cabral
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2013
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-15052013-091839
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-15052013-091839/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Accomodatio
Acomodação
Evangelização
Evangelization
História do Japão
Japan's history
Jesuítas
Jesuits
Missão
Mission
Descripción
Sumario:Em 1549, os primeiros missionários cristãos chegaram ao arquipélago japonês a fim de evangelizar a população nativa. Chegaram poucos anos após os comerciantes portugueses, mas não ficaram sob sua proteção. Ao contrário destes, não ficaram apenas nas cidades portuárias, mas adentraram-se no território japonês que passava por um século de sangrentas guerras, num longo processo de unificação do território por um poder central, que só terminaria no século seguinte. Os jesuítas, ordem que manteve o monopólio da evangelização do Japão até o ano de 1593, acabaram por se envolver no complexo jogo político de então, à procura de patronos e proteção para que pudessem espalhar o Evangelho dentre a população nativa. Sem qualquer proteção garantida a maneira que encontraram para cristianizar os japoneses foi implicarem-se na política local tentando convencê-los de que o cristianismo era a verdadeira religião. A forma como se deveria dar esse processo de convencimento não foi, contudo, consenso entre os jesuítas, que acabaram se dividindo acerca do melhor método. Se de um lado o Visitador Geral das Índias Orientais, Alexandre Valignano, formulou um método inovador, denominado pelo próprio como acomodação (ou accomodattio em italiano), uma outra parcela da ordem, encabeçada pelo segundo superior da missão japonesa, Francisco Cabral, discordava, afirmando que o processo de evangelização deveria sempre priorizar os regramentos da Ordem para não correr o perigo de extraviar a mensagem. O objetivo da presente dissertação é, portanto, mapear e compreender essas duas diferentes estratégias de evangelização, tanto para a missão para a qual foi criada, no Japão, quanto para os seus agentes, os jesuítas.