ANÁLISE DO PROCESSO DE ESPACIALIZAÇÃO DO MST NO ESTADO DE SÃO PAULO EM DIFERENTES CONTEXTOS HISTÓRICO-GEOGRÁFICOS (Analysis of the process of MST spatialization in the state of São Paulo in different settings historical and geographical)

A luta pela terra é interpretada ao longo deste artigo como uma questão histórico-estrutural intrínseca aos processos de formação do território brasileiro e desenvolvimento do modo capitalista de produção no campo. Partindo dessas premissas, este artigo tem como objetivo compreender o processo de es...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Origuéla, Camila Ferracini
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2015
País:Brasil
Recursos:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Revista NERA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.revista.fct.unesp.br:article/3210
Acesso em linha:https://revista.fct.unesp.br/index.php/nera/article/view/3210
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:questão agrária
luta pela terra
ocupações de terra
acampamentos
MST
Descrição
Resumo:A luta pela terra é interpretada ao longo deste artigo como uma questão histórico-estrutural intrínseca aos processos de formação do território brasileiro e desenvolvimento do modo capitalista de produção no campo. Partindo dessas premissas, este artigo tem como objetivo compreender o processo de espacialização do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que ocorre por meio de ocupações de terra e acampamentos, no estado de São Paulo em diferentes contextos histórico-geográficos. O primeiro contexto histórico-geográfico corresponde ao final da década de 1980 e início da década de 1990, no qual o processo de espacialização do MST ocorria por meio do multidimensionamento dos espaços de socialização política. O segundo contexto histórico-geográfico diz respeito ao final de década de 1990 e início da década de 2000, no qual houve a sobreposição dos espaços de socialização política. E, por fim, o terceiro contexto corresponde à contemporaneidade. Compreendemos a partir das leituras bibliográficas, dos levantamentos de dados e das pesquisas empíricas que, os acampamentos de luta pela terra se transformaram em espaços de socialização política precários e/ou incompletos, no quais as relações socioespaciais e, consequentemente, organizacionais são esporádicas.