Mulheres cordelistas: percepções do universo-feminino na Literatura de Cordel

A Literatura de Cordel, antiga tradição brasileira de origem européia, foi, durante muito tempo, reduto eminentemente masculino. Embora alguns estudiosos da cultura popular brasileira tenham identificado as mulheres como o principal arquivo das tradições orais, nota-se, nas antologias do gênero, a a...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Doralice Alves de Queiroz
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2006
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Repositorio:Repositório Institucional da UFMG
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufmg.br:1843/ALDR-6WEK7J
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/1843/ALDR-6WEK7J
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Literatura de Cordel
Literatura feminina
Mulheres na literatura
Literatura de cordel brasileira História e crítica
Tradição oral
Gênero
Literatura de cordel brasileira Escritoras
Descripción
Sumario:A Literatura de Cordel, antiga tradição brasileira de origem européia, foi, durante muito tempo, reduto eminentemente masculino. Embora alguns estudiosos da cultura popular brasileira tenham identificado as mulheres como o principal arquivo das tradições orais, nota-se, nas antologias do gênero, a ausência de folhetos de autoria feminina, o que pode revelar, dentre outros fatores, uma faceta de preconceitos contra a mulher e a sua participação numa sociedade patricarcal. A pesquisa de campo realizada em diversos pontos de venda de cidades nordestinas e a busca nos principais acervos de cordel de Campina Grande, de João Pessoa, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo detectaram a presença de 70 mulheres cordelistas e 170 títulos. Depois da primeira mulher de que se tem notícia como autora de cordel, que publicou em 1938 sob pseudônimo masculino, somente a partir de 1970 é que se pode verificar manifestações de autoria assumidamente feminina. Na atualidade, mulheres, através da escrita de cordéis, denunciam uma realidade social e também anunciam perspectivas de vida. São professoras, psícologas, advogadas, dramaturgas, donas-de casa, que, utilizam-se dessa forma de manifestação da nossa cultura, deixam fluir sua poeticidade e através dela demonstram sue sentimentos, aspirações e visões de mundo, conslolidando uma identidade autoral e o espaçao feiminino na literatura de cordel.