Tornar-se si-mesmo por meio da fé: a existência religiosa em Søren Kierkegaard

Esta dissertação busca refletir a respeito da existência individual tal qual ela se dá no interior do estágio religioso, um dos três estágios existenciais concebidos por Søren Kierkegaard. Tal existência se realiza em uma vida vivida pela fé, onde a fé é o modo pelo qual o indivíduo se relaciona com...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Schmaelter, Matheus Maia
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2017
País:Brasil
Recursos:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.bdtd.uerj.br:1/17972
Acesso em linha:http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/17972
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Danish philosophy
Faith
Kierkegaard, Soren, 1813-1855
Filosofia dinamarquesa

CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA::METAFISICA
Descrição
Resumo:Esta dissertação busca refletir a respeito da existência individual tal qual ela se dá no interior do estágio religioso, um dos três estágios existenciais concebidos por Søren Kierkegaard. Tal existência se realiza em uma vida vivida pela fé, onde a fé é o modo pelo qual o indivíduo se relaciona com a realidade. Tal reflexão será desenvolvida em três capítulos. No primeiro será analisada a primeira parte da obra A doença para a morte, de 1849. Nesta análise apresentaremos e refletiremos a respeito dos conceitos centrais da antropologia kierkegaardiana, a condição humana como síntese de elementos opostos previamente dada, o si-mesmo como tal relação relacionando-se consigo mesma, o desespero como instabilidade entre os elementos da síntese e de que formas o desespero se manifesta. No segundo capítulo apresentaremos o desespero enquanto pecado, trazendo à nossa reflexão um ambiente mais propriamente teológico à questão do desespero e da existência humana, analisando a humanidade não mais a partir de si mesma mas sim a partir de sua existência diante de Deus. Aqui, Deus é o critério para o si-mesmo humano. Por fim, na terceira e última parte deste trabalho pretendemos apresentar o cavaleiro da fé, paradigma apresentado na obra Temor e tremor, de 1843, como aquele que é a imagem do indivíduo plenamente livre do desespero.