Imunoproteômica do oomiceto Pythium insidiosum: antígenos candidatos ao diagnóstico da pitiose equina

A pitiose, cujo agente etiológico é o oomiceto Pythium insidiosum, é uma doença emergente que ocorre principalmente em países tropicais e subtropicais, afetando diversas espécies animais, sendo mais frequente em cavalos no Brasil e humanos na Tailândia. A doença é difícil de diagnosticar, porque as...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Chechi, Jéssica Luana [UNESP]
Formato: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Recursos:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/192523
Acesso em linha:http://hdl.handle.net/11449/192523
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Diagnóstico
Espectrometria de massas
Imunoproteômica
Pitiose
Pythium insidiosum
Diagnosis
Mass spectrometry
Immunoproteomics
Pythiosis
Descrição
Resumo:A pitiose, cujo agente etiológico é o oomiceto Pythium insidiosum, é uma doença emergente que ocorre principalmente em países tropicais e subtropicais, afetando diversas espécies animais, sendo mais frequente em cavalos no Brasil e humanos na Tailândia. A doença é difícil de diagnosticar, porque as hifas do patógeno são frequentemente confundidas com mucormicoses ou entomoftoromicoses em cortes histológicos. Além disso, não há antígeno eficiente e específico que possa ser utilizado para o diagnóstico rápido e o tratamento eficiente da pitiose em diferentes espécies. Os antígenos são moléculas que o sistema imunológico reconhece, tornando essas moléculas importantes alvos para o diagnóstico de micro-organismos. Para a identificação de antígenos, a imunoproteômica é considerada uma ferramenta poderosa. Nesse sentido, investigamos quais antígenos de P. insidiosum são reconhecidos pelo soro de equinos no Brasil e por soro de pacientes tailandeses com pitiose, a fim de encontrar proteínas semelhantes que possam ser utilizadas para futuros testes de diagnóstico ou terapia para pitiose. Para identificar as proteínas imunorreativas de P. insidiosum, foram utilizadas abordagens imunoproteômicas, técnica de Western blot, seguida pela identificação de antígenos por espectrometria de massas. Consequentemente, foi possível identificar 23 antígenos reconhecidos entre os soros de equinos e humanos. Sete antígenos foram correspondentes aos soros em ambas espécies: heat shock cognate 70 KDa protein (Hsc 70), heat shock 70 KDa protein (Hsp 70), glucan 1,3-beta-glucosidase, fructose-bisphosphate aldolase, serine/threonine-protein phosphatase, aconitate hydratase e 14-3-3 protein epsilon. Portanto, esses resultados demonstram que existem antígenos de P. insidiosum comuns entre os soros de equinos e humanos testados que são candidatos a biomarcadores para futuros testes diagnósticos e novos candidatos à terapia da pitiose.