Caracterização sedimentológica e dos padrões de circulação e mistura do Estuário do Rio Jacuípe, Litoral Norte do estado da Bahia
O monitoramento das características sedimentológica e hidrodinâmica do estuário do Rio Jacuípe (Litoral Norte do Estado da Bahia) foi realizado entre 2001 e 2002, com o objetivo de compreender a variabilidade dos mecanismos dominantes da circulação e mistura e sua influência na dinâmica sedimentar e...
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2007 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal da Bahia (UFBA) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFBA |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufba.br:ri/23055 |
| Acceso en línea: | http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/23055 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Geologia Marinha, Costeira e Sedimentar Sedimentológica Estuário do Rio Jacuípe |
| Sumario: | O monitoramento das características sedimentológica e hidrodinâmica do estuário do Rio Jacuípe (Litoral Norte do Estado da Bahia) foi realizado entre 2001 e 2002, com o objetivo de compreender a variabilidade dos mecanismos dominantes da circulação e mistura e sua influência na dinâmica sedimentar estuarina. O estudo apontou sobre as mudanças e impactos que deverão ocorrer, quando efetivar a captação das águas da barragem e pelas mudanças climáticas conjeturadas, limitando o estuário a uma condição ínfima de descarga fluvial (sólida e líquida). Com as condições atuais, predominou o padrão de circulação gravitacional, com correntes residuais de vazante na superfície e, para o fluxo de enchente, as correntes residuais ocorrem no fundo, em distintas condições de maré. O efeito da elevada descarga fluvial, destruiu a circulação gravitacional, ocorrendo o bombeamento fluvial (unidirecional), com fluxo exclusivamente de vazante. O volume total da descarga fluvial estimado para o estuário, de 21.78 m3 s-1 (24% destes correspondendo à vazão da área jusante à Barragem Santa Helena) tornarse-ão escassos. Atualmente, a operação da barragem alterou tanto no regime quanto na intensidade das descargas. A alteração atingiu os extremos da curva de permanência com descargas nulas passando a ocorrer com períodos mais prolongados e mais freqüentes picos de cheias. As marés, por sua vez, foram caracterizadas como semidiurnas, com assimetria positiva da onda de maré, com os tempos de subida normalmente 1 ½ horas mais rápidos que a descida. As alturas médias são de 1.10 m e 0.60 m em sizígia e quadratura, respectivamente. Quando sob influência de intensa descarga fluvial ocorre o truncamento da maré tornando assimetricamente negativa. O estuário apresentou comportamento hiposincrônico, sofrendo atenuação de até 0.75 m na maré de sizígia. Neste período, o efeito da maré dinâmica ocorre até 25 km, com a extensão da zona de mistura limitando-se a 13 km da embocadura. As correntes em maré de sizígia têm o dobro de intensidade que na maré de quadratura e a massa d’água maior salinidade e turbidez. Os padrões de mistura encontrados dependeram do equilíbrio da ação fluvial e das marés. Duas condições de mistura puderam ser observadas: de bem misturado a parcialmente misturado, com a maior turbidez associada aos períodos de maior intensidade das correntes. Areia siliciclástica, composta por quartzo predomina no canal estuarino, com diâmetro médio variando de areia media a areia fina em 90% das amostras e pouca presença de sedimentos finos. |
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