Pulsão de morte e gozo: possíveis entrelaçamentos com a automutilação

O presente estudo teve como objetivo apresentar, o percurso de construção psicanalítica dos conceitos de pulsão de morte e de gozo, com o intuito de identificar e traçar possíveis entrelaçamentos em relação à manifestação do fenômeno de automutilação na contemporaneidade. Para tanto, foi realizado u...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Fagundes, Daiana Trintim de Jesus
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Universidade de Caxias do Sul (UCS)
Repositorio:Repositório Institucional da UCS
Idioma:inglés
portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ucs.br:11338/10789
Acceso en línea:https://repositorio.ucs.br/11338/10789
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Automutilação
Instinto de morte
Morte - Aspectos psicológicos
Gozo
Psicanálise
Self Mutilation
Death instinct
Death - Psychological aspects
Joy
Psychoanalysis
Descripción
Sumario:O presente estudo teve como objetivo apresentar, o percurso de construção psicanalítica dos conceitos de pulsão de morte e de gozo, com o intuito de identificar e traçar possíveis entrelaçamentos em relação à manifestação do fenômeno de automutilação na contemporaneidade. Para tanto, foi realizado um estudo de delineamento qualitativo de cunho exploratório e interpretativo. No Estudo 1, foram analisadas as informações contidas nos prontuários do SEPA, nos quais identificou-se algumas informações sócio demográficas e foi desenvolvida também uma outra tabela para a organização das duas categorias para análise de conteúdo de Bardin. No Estudo 2, foram realizadas entrevistas semi estruturadas com participantes selecionados do estudo 1, com histórico de prática de automutilação. A partir dessas entrevistas, foram identificadas subcategorias de conteúdo que foram analisadas segundo Bardin. Os resultados obtidos apontam que os participantes tiveram como momento de início da prática de automutilação o período da adolescência. Assim, a angústia advém do real da puberdade, compreendido como mudança corporal que fura o simbólico ameaçando o que se defronta com ela. Ao pulsar via compulsão à repetição, a pulsão de morte constrói uma possibilidade de ser escutada, e devido a esse encontro, pode adentrar na malha representacional. Com efeito, é possível compreender a automutilação como uma tentativa de simbolização, dessa forma, seria o sintoma em forma de ato para tentar lidar com a angústia.[resumo fornecido pelo autor]