Processo de trabalho do agente comunitário de saúde: análise da influência da violência urbana e da COVID-19

Tem-se por objetivo analisar a influência da violência urbana e da COVID-19 no processo de trabalho dos agentes comunitários de saúde (ACS). Trata-se de um estudo multicêntrico, transversal, quantitativo realizado em oito cidades do Nordeste do Brasil. Abordaram-se dados sociodemográficos, processo...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Meyer, Anya Pimentel Gomes Fernandes Vieira, Albuquerque, Grayce Alencar, Guimarães, José Maria Ximenes, Ferreira, Regina Glaucia Lucena Aguiar, Aguiar, Andréa Silvia Walter de, Pequeno, Alice Maria Correia, Morais, Ana Patrícia Pereira, Forte, Franklin Delano Soares, Farias, Sidney Feitoza, Vieira, Neiva Francenely Cunha, Silva Júnior, Fernando José Guedes da, Yousafzai, Aisha Khizar
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)
Repositorio:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:arca.fiocruz.br:icict/72122
Acceso en línea:https://arca.fiocruz.br/handle/icict/72122
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Agentes comunitários de saúde
Atenção primária à saúde
Exposição à violência
COVID-19
Community health worker
Primary Health Care
Exposure to violence
Agentes comunitarios de salud
Atención primaria de salud
Exposición a la violencia
Agentes Comunitários de Saúde
Atenção Primária à Saúde
Exposição à Violência
Descripción
Sumario:Tem-se por objetivo analisar a influência da violência urbana e da COVID-19 no processo de trabalho dos agentes comunitários de saúde (ACS). Trata-se de um estudo multicêntrico, transversal, quantitativo realizado em oito cidades do Nordeste do Brasil. Abordaram-se dados sociodemográficos, processo de trabalho, exposição à violência, autoeficácia e a ansiedade relacionada à COVID-19. Realizou-se regressão logística, cuja variável de desfecho foi “Você considera que o seu processo de trabalho em equipe foi afetado durante a pandemia?". De um total de 1.944 ACS, 56,60% informam que a violência interfere no trabalho. Quase 75% relatam adaptação do serviço durante a COVID-19. O melhor entrosamento do ACS para o trabalho em equipe durante a pandemia associou-se positivamente ao serviço não ter sido adaptado para atender paciente com COVID-19 (OR = 1,60; IC95% 1,22-2,10) e estar exposto à violência no território (OR = 2,73; IC95% 1,72-4,34). A violência urbana e a COVID-19 afetam o processo de trabalho dos ACS. Compreender essas relações pode favorecer o desenvolvimento de intervenções na atenção primária para torná-la mais resiliente e preparada para futuros estressores.