Da representação da imagem à imagem como representação em O pintor de retratos e Satolep

O presente estudo investiga, nos romances O Pintor de Retratos, de Luiz Antonio de Assis Brasil (Brasil, 2002) e Satolep, de Vitor Ramil (Ramil 2008), a relação entre o gênero romanesco e a Fotografia. Ambos os textos têm como um de seus temas a imagem fotográfica, mas a abordam de maneira distinta:...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Zimmermann, Jian Marcel
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2016
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/141253
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/141253
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Ramil, Vitor. Satolep
Brasil, Luiz Antonio de Assis, 1945-. O pintor de retratos : Crítica e interpretação
Literatura comparada
Fotografia
Interdisciplinaridade
Descripción
Sumario:O presente estudo investiga, nos romances O Pintor de Retratos, de Luiz Antonio de Assis Brasil (Brasil, 2002) e Satolep, de Vitor Ramil (Ramil 2008), a relação entre o gênero romanesco e a Fotografia. Ambos os textos têm como um de seus temas a imagem fotográfica, mas a abordam de maneira distinta: Assis Brasil, de maneira mais tradicional, verbalmente descreve as imagens, enquanto Ramil introduz materialmente fotografias na estrutura de sua obra. Neste sentido, objetivamos descobrir em que medida há um entrecruzamento de linguagens, de categorias epistêmicas, que interfira na estrutura profunda do gênero romanesco. Para buscar respostas aos questionamentos que guiaram esta pesquisa, recorremos ao amparo teórico provindo da teoria do romance, teoria da fotografia, além de investigarmos o processo criativo dos autores. Ademais, para homogeneizar elementos teóricos tão heterogêneos, buscamos amparo na interdisciplinaridade (além de estudos interartes, intermídias, etc.). Verificamos que efetivamente a introdução de elementos fotográficos, em ambos os textos, produziram alterações em categorias fundamentais da estrutura do romance. Sofreram alterações elementos como a trajetória do protagonista, função do narratário, construção da memória e do passado, a maneira de inserção dos intertextos, o próprio trabalho do escritor (que passara a trabalhar com, pelo menos, duas matérias primas), etc. Deste modo, confirmaram-se as hipóteses iniciais, a forma romanesca, sempre permeável à relação com outros gêneros e outras séries, recebeu aqui não apenas um elemento acessório em sua composição, mas um adendo que alterou seu lastro estrutural, mas sem que ele deixasse, ainda sim, de preservar sua primordial condição de gênero romanesco.