Influência térmica de soleiras ígneas no resultado de razões isotópicas do oxigênio e do carbono em carbonatos : um exemplo no Membro Assistência da Formação Irati (Bacia do Paraná)

O entendimento das diferentes condições paleoambientais e paleoclimáticas formando rochas carbonáticas associadas à abundante matéria orgânica é de grande interesse geológico. A fim de complementar a estratigrafia, as análises de isótopos estáveis de oxigênio e carbono tem sido uma boa metodologia d...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Kunrath, Rafaela Ferreira
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/200555
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/200555
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Geoquímica
Quimioestratigrafia
Isótopos estáveis
Formacao irati
Stable isotopes of oxygen and carbon
Irati Formation
Isotopic chemostratigraphy
Descripción
Sumario:O entendimento das diferentes condições paleoambientais e paleoclimáticas formando rochas carbonáticas associadas à abundante matéria orgânica é de grande interesse geológico. A fim de complementar a estratigrafia, as análises de isótopos estáveis de oxigênio e carbono tem sido uma boa metodologia de refinamento nesses estudos. No entanto, uma vez que estas razões isotópicas são suscetíveis à diferentes alterações pós-deposicionais, se torna essencial o conhecimento do grau de influência desses fatores nas assinaturas primárias dos isótopos para sua correta utilização. O Membro Assistência da Formação Irati (Permiano da Bacia do Paraná) é marcado pela ritmicidade entre calcários dolomíticos, margas e folhelhos negros com matéria orgânica, e na região nordeste da bacia, estas rochas frequentemente mostram intrusões de diabásio referentes ao magmatismo da Formação Serra Geral. A partir desse cenário, foram selecionados duas pedreiras com exposição do Membro Assistência diferenciadas pela presença de soleiras em uma delas, enquanto na outra não são observadas intrusões. Propõe-se a análise e identificação das diferenças nas razões isotópicas de ambos os locais através de parâmetro geoquímicos, considerando a influência termal causada pela pelas intrusões ígneas, além de demais possíveis alterações pós-deposicionais. As análises petrográficas permitiram a identificação de diferentes assembleias minerais em relação à distância com as soleiras, permitindo a definição de três zonas termais: zona da brucita, da serpentina e do piroxênio. O cruzamento entre os dados isotópicos mostrou uma correlação linear e um desvio negativo das rochas com influência térmica em comparação com as rochas não influenciadas, as quais apresentam os parâmetros envolvendo as razões Mn/Sr, Fe/Sr e Mg/Ca consistentes com assinaturas geoquímicas bem preservadas.