| Resumo: | Para o estudo da estrongiloidose, foram utilizados 370 bezerros de um total de 1.835, provenientes de 12 plantéis de criação de gado de leite dos municípios de Itaguaí, Nova Iguaçu e Paracambi, no Estado do Rio de Janeiro. Os animais tinham entre um e 120 dias de idade, sendo que 111 (30%) estavam parasitados por Strongyloides papillosus (Wedl, 1856) Ranson, 1911. A análise dos dados permitiu verificar que os bezerros contaminados naturalmente apresentaram o ápice do nú- mero de ovos por grama de fezes (opg) aos 50 e 60 dias de idade, com opg médio de 45.344. Para a realização da fase experimental do estudo de estrongiloidose, foram utilizados nove bezerros mestiços de gado de leite, recém-nascidos e sem ingerir colostro. Os animais foram inoculados com 300.000 larvas de S. papillosus por via subcutânea e o aparecimento dos ovos deu-se em média aos 10 dias pós-inoculação, pela técnica McMaster. xvi. Os aspectos clínicos observados nas infecções natural e experimental, foram: mucosas hipocoradas, pêlos sem brilho e arrepiados, abdôme retraido, diarréia intermitente com fezes aderidas às regiões perianal e caudal. Observou-se ainda nos nove bezerros do estudo experimental, alopécia nas regiões inguinal e perianal, dispnéia, arritmia cardíaca, desidratação, poliúria, emagrecimento progressivo e hipotermia; a temperatura, o pulso e a frequência respiratória estavam dentro dos limites normais, exceto quando ocorria o comprometimento pulmonar ou quando se aproximava a morte
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