O CASO PARADIGMA “MARIANA FERRER”: A FUNDAMENTAÇÃO DA DECISÃO JUDICIAL E SEUS VIESES COGNITIVOS

Sob a ótica do poder dominante, a sociedade constrói princípios sexualizantes, que estabelecem quais são as funções dos dominantes, dominados e dominadas. O poder dominante transforma o ato sexual em uma forma de dominação, de posse, que implica na naturalização do estupro das mulheres. O alto índic...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Silva, Priscilla, Benini Agne Tybusch, Francielle, Araujo da Silveira Espindola, Angela, Severo Bacchi, Kethelen
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Faculdade Social da Bahia (FSBA)
Repositorio:Diálogos Possíveis
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs2.revista.grupofaveni.com.br:article/685
Acceso en línea:https://revista.grupofaveni.com.br/index.php/dialogospossiveis/article/view/685
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Mariana Ferrer
Fundamentação da Decisão
Vieses Cognitivos
Sociedade Patriarcal
Descripción
Sumario:Sob a ótica do poder dominante, a sociedade constrói princípios sexualizantes, que estabelecem quais são as funções dos dominantes, dominados e dominadas. O poder dominante transforma o ato sexual em uma forma de dominação, de posse, que implica na naturalização do estupro das mulheres. O alto índice de absolvição nos crimes sexuais frente à quantidade de registro (um estupro a cada oito minutos) é um reflexo disso, pois os julgadores e as julgadoras são oriundos de uma sociedade patriarcal e, assim, são suscetíveis a interpretações enviesadas que não raro refutam à proteção das mulheres. Nesta pesquisa, utilizou-se como caso paradigma “Mariana Ferrer” referente ao caso de estupro para investigar a presença de vieses cognitivos na atuação jurisdicional em casos semelhantes. Para tanto, utilizou-se método de abordagem fenomenológico-hermenêutico, o método de procedimento monográfico e a bibliográfica e documental como técnicas de pesquisa. Por fim, concluiu-se a importância da multidisciplinariedade e do estudo dos vieses cognitivos, a fim de que as decisões judiciais, ao refutar ideias e crenças do patriarcado, aproximem-se da imparcialidade.