CARACTERIZAÇÃO DO SETOR SUCROALCOOLEIRO NO BRASIL: PRODUÇÃO, PRODUTIVIDADE E SUBPRODUTOS
O Brasil configura-se como o maior produtor mundial de cana-de-açúcar, e também como o maior exportador de açúcar e etanol. Sendo assim, o objetivo deste trabalho foi elucidar por meio de uma revisão bibliográfica a produção de cana de açúcar no Brasil e dos resíduos gerados pelo setor sulcroalcoole...
| Authors: | , , , , |
|---|---|
| Format: | article |
| Status: | Published version |
| Publication Date: | 2015 |
| Country: | Brasil |
| Institution: | Centro Universitário de Maringá (UNICESUMAR) |
| Repository: | Repositório Digital Unicesumar |
| Language: | Portuguese |
| OAI Identifier: | oai:rdu.unicesumar.edu.br:123456789/2594 |
| Online Access: | http://rdu.unicesumar.edu.br/handle/123456789/2594 |
| Access Level: | Open access |
| Keyword: | Bioenergia Passivo ambiental Setor sucroalcooleiro Subprodutos |
| Summary: | O Brasil configura-se como o maior produtor mundial de cana-de-açúcar, e também como o maior exportador de açúcar e etanol. Sendo assim, o objetivo deste trabalho foi elucidar por meio de uma revisão bibliográfica a produção de cana de açúcar no Brasil e dos resíduos gerados pelo setor sulcroalcooleiro. O segmento sulcroalcooleiro é responsável pela geração de mais de um milhão de empregos diretos e por um Produto Interno Bruto de mais de US$ 40 bilhões. Na safra de 2014/15, foram produzidas no Brasil, um total de 634,8 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, cultivadas em pouco mais de nove milhões de hectares. O estado de São Paulo permaneceu como o maior produtor nacional, com 52% da área cultivada, seguido por Goiás (9,5%), Minas Gerais (8,9%), Mato Grosso do Sul (7,4%), Paraná (7,1%), Alagoas (4,3%) e Pernambuco (2,9%). Assim, estes sete estados foram responsáveis por 92,1% da produção nacional de cana-de-açúcar. Porém, o processamento da cana-de-açúcar em açúcar e etanol tem como gargalo a geração de grande quantidade de subprodutos que, quando não forem tratados e destinados de maneira adequada, geram um grande passivo ambiental. Esses resíduos são o bagaço da cana, a vinhaça, a torta de filtro, a levedura, as cinzas de caldeiras, o melaço e o óleo de fúsel. Estudos recentes tem demostrado o elevado potencial desses resíduos como poluidores ambientais, mas também como matéria prima para produtos de diversos setores. Os principais subprodutos deste setor e que são gerados em maior quantidade são o bagaço da cana de açúcar, a torta de filtro e a vinhaça. Dentre as alternativas para o emprego do bagaço da cana-de-açúcar como matéria-prima, destaca-se sua viabilização na indústria de papel e papelão, na fabricação de aglomerados, na indústria química, na construção civil, na ração animal, na cogeração de energia elétrica e até mesmo na coprodução de etanol. A principal utilização para a torta de filtro tem sido como fertilizante agrícola. A vinhaça, que se constitui no líquido resultante da destilação do caldo de cana fermentado e que devido a sua riqueza em nutrientes e matéria orgânica, passou a ser utilizada como fertilizante na cultura da cana-de-açúcar. Porém, a legislação ambiental proíbe o descarte deste efluente, sem tratamento, nos cursos d’água e em solos de maneira aleatória. Para tanto é necessário um tratamento físico-químico-biológico para a normalização do subproduto, para que ocorra a perfeita adequação à capacidade de absorção de solos e evitar a contaminação dos mananciais subterrâneos. Assim, torna-se evidente a necessidade de pesquisas direcionadas para o tratamento e para a reutilização desses subprodutos para que se tornem matérias primas de outros segmentos. |
|---|