EXÉQUIAS DOS SÉCULOS XVIII E XIX: A CELEBRAÇÃO SOLENE DA MISSA DE REQUIEM E OUTRAS PRÁTICAS RITUAIS CATÓLICAS EM HONRA AOS MORTOS

Desde o século IV encontram-se noticias de salmodias e celebrações cantadas em honra aos mortos na Igreja Católica. Foi, contudo no século IX em Sevilha que este ritual começou a ganhar sua forma específica. Coube a Odo, abade de Cluny, também conhecido como Santo Odilon, o Arcanjo dos Abades criar...

ver descrição completa

Detalhes bibliográficos
Autor: Teixeira, Marco Antônio Domingues
Tipo de documento: artigo
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2019
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de Rondônia (UNIR)
Repositório:Labirinto (Porto Velho)
Idioma:português
OAI Identifier:oai:periodicos.unir.br:article/3655
Acesso em linha:https://periodicos.unir.br/index.php/LABIRINTO/article/view/3655
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Igreja Católica
Missa de Requiem
Devoções Fúnebres
Música Sacra Erudita.
Descrição
Resumo:Desde o século IV encontram-se noticias de salmodias e celebrações cantadas em honra aos mortos na Igreja Católica. Foi, contudo no século IX em Sevilha que este ritual começou a ganhar sua forma específica. Coube a Odo, abade de Cluny, também conhecido como Santo Odilon, o Arcanjo dos Abades criar o ritual específico que ficaria conhecido como Missa de Requiem ou Missa dos Defuntos. Entre os séculos X e XIII ele espalhou-se pela Europa ganhando suas formas estruturais permanentes. As alterações ao Requiem começariam a ser realizadas apenas no Concílio do Vaticano II (1961/2 a 1965), que suprimiu a Sequência.  Em 1969, o Papa Paulo VI suprimiu toda a missa. Este artigo irá estudar a Missa de Requiem e sua evolução, desde suas manifestações iniciais, mas concentrando-se nos séculos XVIII e XIX, auge das grandes composições e das transformações das próprias funções da liturgia no contexto de uma Europa que embora se descritianizasse, continuava amando seus ritos e tradições. Serão destacados cinco autores desses século, começando por Frans Jozef Kraftt, passando por Wolfgang  Amadeus Mozart, Padre Maurício Nunes Garcia, Hector Berlioz e Gabriel Fauré. O objetivo é conhecer e liturgia e sua função no contexto do culto e devoção aos mortos, bem como as transformações que experimentou e os “territórios culturais que demarcou ao longo desse período”.