A reescrita da tradição em Elena Ferrante ou novas vestimentas para o velho realismo italiano
A Vida Mentirosa dos Adultos, de Elena Ferrante (Editora Intrínseca, 2020, tradução de Marcello Lino) começa com a afirmação da narradora Giovanna, que relembra sua adolescência: “Dois anos antes de sair de casa, meu pai disse à minha mãe que eu era muito feia”. Para além da ressonância da fala de E...
| Autores: | , |
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| Formato: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFSC |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufsc.br:123456789/222221 |
| Acesso em linha: | https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/222221 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | elena ferrante literatura italiana contemporânea elsa morante gustave flaubert luigi pirandello |
| Resumo: | A Vida Mentirosa dos Adultos, de Elena Ferrante (Editora Intrínseca, 2020, tradução de Marcello Lino) começa com a afirmação da narradora Giovanna, que relembra sua adolescência: “Dois anos antes de sair de casa, meu pai disse à minha mãe que eu era muito feia”. Para além da ressonância da fala de Emma Bovary, que comenta, a respeito da própria filha: “É estranho como é feia essa criança”, citada pela própria Ferrante a propósito de seus gostos e influências literárias[1], duas importantes vozes narrativas ressoam no recém publicado romance ferrantiano: a de Elsa Morante, em especial, de A ilha de Arturo, que narra a infância do ponto de vista masculino, e outra, menos evidente, a de Luigi Pirandello e de seu emblemático personagem Vitangelo Moscarda, de Um, Nenhum, Cem mil, protagonista que empreende uma incansável busca e tentativa de compreensão e de percepção de si mesmo por meio do olhar do outro. |
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